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Polícia

Gêmeos baleados foram confundidos com rivais, aponta investigação

Não foi latrocínio. Esse foi o resultado do inquérito do caso dos gêmeos baleados em Vila Graúna, Cariacica. Os bandidos confundiram os irmãos com ...

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Não foi latrocínio. Esse foi o resultado do inquérito do caso dos gêmeos baleados em Vila Graúna, Cariacica. Os bandidos confundiram os irmãos com traficantes rivais, por isso um foi morto e o outro baleado. Pelo erro, o atirador chegou a mandar um áudio para a chefia do tráfico, na tentativa de justificar o crime e não ser punido.

O caso aconteceu em 31 de dezembro de 2019 foi tratado como um roubo seguido de morte. Os irmãos estavam trabalhando em uma obra quando, no intervalo do almoço, resolveram fazer uma aposta na loteria.

Depois de saírem do local, eles encontraram um amigo, e voltavam juntos para a obra quando um carro parou. Um suspeito armado, de 25 anos, abordou o trio e atirou assim que as vítimas correram. Felício Araújo Soares, de 26 anos, morreu com um tiro no peito. O irmão dele foi baleado na coxa direita e o amigo saiu sem ferimentos.

“Descobrimos que, quando os suspeitos passaram de carro e viram o trio, eles gritaram: ‘Olha os inimigos!’, e voltaram para a abordagem”, explicou o delegado Gianno Trindade, da Delegacia de Segurança Patrimonial (DSP).

É que os bandidos eram do tráfico de Porto de Santana, rival de Vila Graúna. “Eles acharam que os três eram rivais, sendo que as vítimas eram trabalhadores e não tinham envolvimento com a criminalidade”, afirmou Trindade.

Com toda a atenção voltada para o bairro, a chefia do tráfico não ficou satisfeita. Para tentar se justificar, o atirador chegou a enviar um áudio, dizendo que tinha atirado porque a vítima tinha colocado a mão na cintura, indicando que estaria armado. “Se o cara não é bandido, como ele vai vir para cima de uma arma?”, indaga ele.

Essa versão, segundo a polícia, é falsa. “Em nenhum momento as vítimas reagiram, e também isso não justificaria a morte de ninguém”, ponderou o delegado.

O atirador, que não teve o nome divulgado, foi interrogado pela polícia depois de ser baleado, no dia 22 de janeiro. Agora, a prisão preventiva foi decretada e o criminoso vai responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima.

O segundo suspeito que estava no carro já foi identificado, mas segue foragido. O motorista do veículo, que trabalha por aplicativo, não tem envolvimento com o crime, e estava apenas fazendo a corrida, segundo a polícia.

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