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Cláudio Humberto

Estados “isolacionistas” aderem à flexibilização

Jair Bolsonaro ainda paga o preço pela defesa da flexibilização das medidas de isolamento ou distanciamento social, mas alguns dos governadores que ...

Isolamento de paciente por causa do coronavírus

Última atualização

Jair Bolsonaro ainda paga o preço pela defesa da flexibilização das medidas de isolamento ou distanciamento social, mas alguns dos governadores que jogam para a plateia criticando o Presidente, a quem chegaram a chamar de “irresponsável”, foram os primeiros a liberar o funcionamento de atividades, na tentativa de minimizar os efeitos catastróficos na economia.

No Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB), que usou e abusou de oportunismo, também flexibilizou.

Cereja do bolo
A “cereja do bolo” na onda da flexibilização é São Paulo, cujo governador João Doria chegou a provocar bate-boca virtual com o Presidente.

Ciência ocasional
Foram os casos dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que até “rompeu” com o Presidente “em defesa da ciência”.

Abertura radical
O catarinense Carlos Moisés (PSL), um dos defensores mais radicais do “isolacionismo”, acabou cedendo a flexibilizando mais que outros.

Não precisava tanto
Apesar da menor incidência da doença no País, Tocantins era dos mais fechados. Mas o governador Mauro Carlesse (DEM) flexibilizou.

No Brasil, 63% não fazem exercícios na quarentena
Levantamento do instituto Paraná Pesquisa com 2.218 brasileiros em todo o País mostra que a grande maioria dos entrevistados (62,8%) não aproveita o período de isolamento social para praticar atividades físicas, como recomendam os especialistas. Apenas pouco mais de um terço (34,4%) dizem fazer exercício. A parcela da população mais ativa tem 60 ou mais: 41,1% juram que aproveitam a quarentena para manter a forma.

Sem estudo e parado
Quase 70% dos entrevistados com educação até o nível fundamental não estão se exercitando durante o isolamento.

Elas se mexem mais
Em média, as mulheres (35,3%) estão se exercitando mais que os homens (33,4%), segundo o Paraná Pesquisa.

Dados da pesquisa
O Paraná Pesquisas ouviu 2.218 habitantes com 16 anos ou mais em 26 estados e DF, em 212 municípios, entre os dias 13 e 16 de abril.

Vírus da mídia
O presidente Jair Bolsonaro adorou a brincadeira, que leu no site Diário do Poder, em que o governador Ibaneis Rocha afirmou que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta “pegou o vírus da mídia”. Riu muito.

Tô fora
Ibaneis Rocha comunicou por WhatsApp aos colegas do Fórum de Governadores que já não se sente a vontade para continuar coordenando a iniciativa, que ele articulou logo após a posse, em 2019.

Inveja mata
Deputado das antigas, que viu Rodrigo Maia moleque, pede paciência: “O Rodrigo, que se acha um gênio da política, passou a vida voando Rio-Brasília-Rio em voos ao lado de Bolsonaro”, lembra, “aí chega 2018, ele quase não foi reeleito e ainda viu o capitão virar Presidente. Inveja mata”.

Dedo acusador
O governo de São Paulo protagonizou caso clássico de “o acerto é meu, o erro é seu”: culpou o Ministério da Saúde, que apenas soma os dados informados pelos estados, pelo número de óbitos maior que o real.

Único na bancada
O deputado Daniel Coelho (Cidadania) foi o único pernambucano a votar contra a “ajuda emergencial” a estados inventada por Rodrigo Maia para garantir R$ 50 bilhões a São Paulo.

Congresso “perde o trem”
O prejuízo do trabalho em marcha lenta dos parlamentares ao Brasil foi marca da tramitação da MP do contrato verde amarelo. Para Peterson Vilela, faltou agilidade e, na situação atual, a preocupação é com a manutenção dos empregos existentes e não com a criação de novos.

Com quem contar
Com o isolamento mantido pelo País, a Bandeirantes prorrogou até 10 de maio a liberação do sinal de seus canais pagos. Manteve a ideia de levar informação, diversão e conhecimento durante a quarentena.

Eleições mantidas
O primeiro relatório do grupo de trabalho do Tribunal Superior Eleitoral que avalia o impacto do coronavírus garante que “há condições materiais para a implementação das eleições no corrente ano”.

Pensando bem…
…há um mundo de diferença entre um ministro da Saúde técnico e um ministro ex-deputado candidato a Mr. Simpatia.

Poder sem pudor

Sofrimento como álibi

Jorcelino Tolentino da Gama, vice, rompeu com o prefeito de Paranaguá (PI), Avelino Lopes, e decidiu candidatar-se à prefeitura. O prefeito foi à Justiça para impugnar a candidatura, alegando que Jorcelino assumira o cargo. Até apresentou um ofício assinado por ele. Convocado pelo juiz, Jorcelino negou que a assinatura fosse sua: “Doutor juiz, eu tenho a maior dificuldade de assinar o meu nome. Quando assino, é um sofrimento. E este ano eu não tive esse sofrimento.”

Colaboram: André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos
 

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