Com o avanço dos casos de coronavírus no Brasil, a população tem estocado máscaras e álcool em gel, o que, consequentemente, está deixando farmácias sem os produtos no País. Diante disso, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, orientou, no início da noite de ontem, que as pessoas passassem a produzir suas próprias máscaras de tecido, contra a Covid-19.
A orientação anterior do governo era para que somente profissionais de saúde, pessoas com sintomas ou as que testaram positivo para o novo vírus utilizassem as máscaras.
Ele disse que estava negociando com uma indústria têxtil ações para que as máscaras, feitas com TNT, fossem confeccionadas e oferecidas no mercado à população, mas, ontem, afirmou que “qualquer um pode fazer o uso da máscara” e que técnicos da pasta vão divulgar ainda na manhã de hoje, mais orientações sobre o tema.
“As máscaras de pano para os comunitários funciona muito bem como barreira, não é caro de se fazer. Faça você mesmo, tem na internet, faça você mesmo e lave com água sanitária”, disse o ministro. Ele ainda completou:
“Reaproveite porque agora é lutar com as armas que a gente tem. Não adianta se lamentar porque a China não está produzindo. Vamos ter de criar as nossas armas e elas vão se aquelas que nós tivermos”.
Em Vitória, tem gente que não abandona as máscaras cirúrgicas quando precisa sair de casa. É o caso do casal Simone Sales, de 50 anos e Sival Torezani, de 57, ambos funcionários públicos e com problemas de saúde.
“Viemos hoje ao supermercado porque não temos ninguém para vir para a gente e só viemos mesmo por necessidade. A máscara foi uma orientação dos nossos médicos, já que fazemos parte do grupo de risco”, contou Simone.
O casal disse que cumpre, em casa e na rua, todos os protocolos de higiene para evitar contrair o vírus.
Quem também saiu de casa na tarde de ontem para fazer compras em um supermercado de Vitória e não largou a máscara foi o funcionário público Joaquim Martins, de 59 anos.
“Sou hipertenso e não quero ser contaminado por esse vírus, por isso, não abandono a máscara”.
