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Coronavírus

Sargento da Marinha que morreu por covid-19 estava em tratamento de trombose

O sargento da Marinha, de 40 anos, que morreu em decorrência do novo coronavírus, era casado, pai de dois meninos – de 3 e 10 anos – e estava em ...

Última atualização

O sargento da Marinha, de 40 anos, que morreu em decorrência do novo coronavírus, era casado, pai de dois meninos – de 3 e 10 anos – e estava em tratamento de uma trombose.

O cunhado dele, que pediu para não ser identificado, contou à reportagem do Tribuna Online que o militar estava lotado em Sorocaba, São Paulo, e foi transferido no ano passado para o Rio de Janeiro.

Mas como a família dele, assim como a da mulher, é do Espírito Santo, o casal resolveu voltar ao Estado.

“A família veio de mudança para Vila Velha. Ele ia ficar 15 dias aqui e passar 15 dias no Rio trabalhando, até conseguir a transferência definitiva para o Espírito Santo. Mas meu cunhado nem chegou a ir para o Rio, pois passou mal antes. Ele era muito querido, carinhoso. Era um pai muito presente”, contou o cunhado.

Segundo o parente, o sargento estava em tratamento de trombose – coágulo sanguíneo que se forma em uma ou mais veias da parte inferior do corpo, geralmente nas pernas – desde o final do ano passado.

“Ele começou a se tratar em São Paulo e estava com quadro de tosse, falta de ar, mas a informação era a de que seria por conta da trombose”, relatou.

Na última terça-feira, o militar passou mal em casa e a sogra dele foi quem o socorreu. “Ela viu que ele estava com as pontas dos dedos ficando roxas e correu com o meu cunhado para o hospital”.
Foi direto para um hospital particular em Vila Velha e a médica que o atendeu disse à família que ele já chegou “infartando”.

Durante o atendimento, com os sintomas passados pelos parentes, a equipe do hospital recolheu material para exame de coronavírus. Horas depois, ainda na terça-feira, ele foi levado para um hospital particular na Serra, onde já chegou entubado. No início da manhã de quarta-feira, morreu. O enterro foi em um cemitério de Domingos Martins.

“Foi tudo muito rápido e nós, da família, só soubemos da suspeita de coronavírus quando ele estava no hospital da Serra. Em nenhum momento a gente suspeitava de coronavírus. Os sintomas batiam muito com embolia pulmonar (bloqueio de artéria do pulmão por um coágulo), provocada pela trombose”, revelou o cunhado.

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