Com perda acumulada de 37,69% na Bolsa de Valores brasileira neste ano, cerca de 38 mil investidores residentes no Estado, do total de 44.812, tiveram prejuízos de até 50% em seus patrimônios no mercado especulativo.

Mas, especialistas explicam que o prejuízo só é realizado quando o investidor sai da bolsa, o que não é recomendado. Quem já está no mercado de ações deve permanecer, tomando alguns cuidados, tendo cautela e reajustando a cartela de investimentos.
Vitor Duarte, diretor de Gestão de Recursos de Terceiros da Banestes DTVM, disse que o momento pede disciplina do investidor, que ele faça os ajustes necessários na carteira.
“O Brasil nunca teve uma taxa de juros tão baixa, a rentabilidade dos negócios tende a ser muito favorável nos próximos anos. Quem está na bolsa, deve permanecer na bolsa. O investimento é de longo prazo”, destacou.
O economista José Márcio de Barros também recomenda cautela, mas não indica que as pessoas retirem o capital do mercado de ações.
“Um título de renda fixa que ninguém esperava que pudesse render de forma negativa, rendeu. Calma e cautela para passar por esse período de forma a não realizar prejuízo. O mercado ainda vai estar volátil por um bom tempo, mas é hora de ficar na bolsa”, ponderou.
Economista e gestor de recursos da Lótus Investimentos ressaltou que o momento pode significar uma oportunidade para começar a investir em ações.
“Quem está fora, é uma boa oportunidade de entrada. Apesar das incertezas, aos poucos as coisas voltam a uma normalidade mais racional e os ativos retornam aos preços anteriores, o difícil agora é prever o tempo desse retorno.”
Para quem prefere investimentos de menor risco, mas com rendimento melhor que a poupança, Fabricio Azevedo, professor de Finanças da UVV, indicou como possibilidades o Tesouro Selic, os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) atrelados ao rendimento do CDI ou fundos com rastro em dólar ou em ouro.
SAIBA MAIS
Tesouro direto é uma opção
Investimentos
– Para quem preferiu sair da Bolsa de Valores ou ainda nem tinha entrado no mercado de risco, especialistas indicam como possibilidades de investimento o Tesouro Selic, fundos de DB (Depósito Bancário), especialmente. Ou, ainda, pode escolher fundos atrelados ao dólar ou ao ouro.
Tesouro Selic
– É um título emitido pelo Tesouro Nacional com rendimento atrelado à taxa Selic, que está em 3,75% ao ano, após definição do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), em março.
– O Tesouro Selic é um empréstimo de dinheiro da pessoa física ao governo federal, que depois de um período acordado devolve o dinheiro com a correção dos juros.
– O risco desse investimento é um dos menores do mercado, já que o investidor somente perderá dinheiro caso o governo quebre, algo que tem chances mínimas de acontecer.
– É considerado o melhor investimento para quem quer formar uma reserva de emergência e ter maior segurança ao investir, com mais rentabilidade do que a poupança.
CDB
– O CDB é um título de renda fixa emitido por instituições financeiras e bancos, categorizado segundo o tipo de rentabilidade em prefixados, pós-fixados e híbridos. Geralmente, quando são pós-fixados eles são atrelados a uma rentabilidade do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
– A melhor opção no momento seria investir nos fundos CDB com rendimento 100% do CDI, ou seja, o investimento terá exatamente a mesma rentabilidade do CDI até o vencimento da aplicação. Em 2019, o CDI ficou em 5,96%.
Bolsa de Valores
– Quem entrou para o mercado de ações deve permanecer. Quem ainda não está lá, pode ser um ótimo momento para entrar, com as ações em baixa.
– O investidor deve escolher empresas com boa gestão, líderes em seus segmentos e com dinheiro em caixa para atravessar a crise.
Fontes: Especialistas consultados.