
O Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren/ES) afirma ter recebido 65 denúncias por falta de EPIs, desde o dia 23 de março. Foram denunciadas 36 instituições de saúde.
A partir de segunda-feira o Coren-ES vai acionar na Justiça os hospitais que não se adequarem. “Isso me deixa angustiada porque há o exemplo da China, onde a gente via os profissionais com os equipamentos sempre e mesmo assim houve muitos óbitos de profissionais de saúde. O que então nos espera no Brasil?”, reclama a presidente do Coren/ES, Andressa Barcellos.
“Quando tem a máscara n95, por exemplo, que é de uso exclusivo dos profissionais de saúde, essas instituições estão orientando para usar a máscara por 7 ou até 30 dias, sendo que o indicado seriam 8 ou 12 horas”, afirma Andressa.
A Associação Médica do Espírito Santo (Ames) confirma que os médicos também estão realizando denúncias.
“É necessário que os gestores entendam a necessidade de preservar o profissional de saúde que está na linha de frente. Se ele adoecer, não tem quem o substitua”, lembra o presidente da Ames, Leonardo Lessa. A reportagem procurou a Secretaria de Estado de Saúde sobre a situação, mas não obteve resposta.