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Coronavírus

Companhias aéreas são as primeiras a cortar jornada e salário por conta do coronavírus

As companhias aéreas brasileiras anunciaram que vão adotar medidas emergenciais para conter os impactos com as quedas dos voos por conta do surto ...

Passageiros e funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim- Rio Galeão

Última atualização

As companhias aéreas brasileiras anunciaram que vão adotar medidas emergenciais para conter os impactos com as quedas dos voos por conta do surto crescente do coronavírus.

A Gol vai reduzir jornada, salários e benefícios dos funcionários internos e aeroviários em 35%, disse a empresa em comunicado. A empresa também reduziu em 40% os salários de todos os diretores, vice-presidentes e do CEO

A medida vai valer durante os meses de abril, maio e junho. Também foram postergados os pagamentos de PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) 2019, que serão feitos a partir de agosto deste ano.

A Gol também informou que os funcionários da área administrativa estão trabalhando no esquema de home office e que tripulantes, pilotos e comissários também terão redução de remuneração e jornada, por conta da diminuição dos voos. A empresa, no entanto, não informou qual a porcentagem dessa redução.

Passageiros e funcionários circulam vestindo máscaras contra o novo coronavírus (Covid-19) no Aeroporto Internacional Tom Jobim- Rio Galeão (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

A Azul adotou um programa de licença não remunerada que já teve 600 adesões na empresa. A companhia também anunciou a redução de 25% do salário dos membros do comitê executivo e a postergação dos pagamentos de PLR.

“Além disso e do cancelamento de voos, a Azul está implementando várias medidas para reduzir o custo fixo de suas operações, que representa em torno de 40% do total de custos e despesas operacionais da Companhia”, afirmou.

A Latam afirmou, via assessoria de imprensa, que tem se esforçado para a manutenção dos empregos e avalia a melhor forma de implementar medidas como a da licença não-remunerada.

A Reuters, no entanto, informou nesta quinta-feira (19) que a empresa vai cortar o salário de seus 43 mil funcionários em 50% por três meses.

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