
O motivo seria o assassinato do autônomo Alexandre Teixeira Carlos, 32 anos, que foi ferido na quinta-feira (5) e morreu no sábado (7).
De acordo com um familiar da vítima, o enterro acontecerá nesta segunda, às 15h, no cemitério Parque da Paz. “Até vai sair um ônibus, da frente o campo, para levar as pessoas até o velório”, afirmou ela, que não quis se identificar.
A mãe do autônomo está muito abalada. “Ela está devastada. Mas, apesar de tudo, se manteve forte”, contou. A parente ainda disse que os moradores do bairro estão organizando uma passeata pela paz na região, mas ainda não definiram a data.
Por meio de nota, a Prefeitura de Vila Velha informou que “em prol da segurança dos alunos e profissionais das duas unidades, não haverá aulas em ambas, nesta segunda-feira (10). As atividades serão retomadas normalmente amanhã, nas duas escolas geridas pela PMVV”.
Entenda o caso
As famílias dos envolvidos contam versões diferentes da história, que teve início dias antes do crime. O autônomo Alexandre Teixeira Carlos foi ferido dentro das dependências da associação de moradores do bairro, durante uma reunião, às 20 horas, na quinta-feira. A associação fica em um espaço anexo à escola.
Nessa reunião, segundo testemunhas, os moradores iriam discutir questões relacionadas à iluminação de um campo de futebol, que é cercado por trailers que vendem lanches. Alguns deles usam a energia do local nas barracas. Uma delas, de churrasco, era do autônomo.
Dois dos supostos agressores foram identificados. Eles são irmãos e comerciantes. A própria mãe deles foi quem contou à imprensa que existia uma rixa entre o filho, de 42 anos, e a vítima.
“Meu filho é presidente do campo. Além de usar a energia, o autônomo queria guardar as mesas lá dentro e até colocar o trailer lá. Meu filho não aceitou”, afirmou a comerciante Maria Helena Favares, 64. Depois disso, a mãe relata que o filho teria sido ameaçado e agredido no rosto pelo autônomo.
Um dos comerciantes, em entrevista exclusiva à TV Tribuna, relatou que o autônomo queria que ele renunciasse ao cargo no campo, e negou o uso de uma chave de fenda nas agressões. “Ele chegou para a reunião e eu não sabia se ele podia estar armado, então bati. Mas, não usei nada, só a mão”, alegou.
Moradores viram o autônomo, após a briga, agonizando no portão da escola municipal,. Ele foi levado para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória.
A família do autônomo conta que, na verdade, a vítima estava há meses lutando por melhorias no bairro, e queria modificar o período de iluminação do campo, para aumentar a segurança. Para isso, teria feito um abaixo-assinado, que iria apresentar na reunião.