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Zagueiro capixaba Lyanco fala sobre gravidade do coronavírus na Itália

Revelado pelo São Paulo e morando na Itália desde 2017, quando foi contratado pelo Torino, o zagueiro capixaba Lyanco, 23 anos, tem vivido dias ...

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 Zagueiro capixaba Lyanco jogando pelo Torino (Foto: Reprodução / Instagram)

Revelado pelo São Paulo e morando na Itália desde 2017, quando foi contratado pelo Torino, o zagueiro capixaba Lyanco, 23 anos, tem vivido dias turbulentos na Itália devido à propagação do coronavírus.

O país apresenta o maior número de casos da Europa. O governo italiano praticamente proibiu a circulação e reunião de pessoas. Foi decretado restrições de movimentos em todo o país, onde o coronavírus já matou 463 pessoas e infectou quase 8 mil.

Capitão da seleção brasileira olímpica e convocado pelo técnico André Jardine para dois amistosos no fim do mês de março, o zagueiro pode ser prejudicado caso a Itália mantenha o plano de contingência com fechamento de fronteiras.

Só é possível deslocar-se de uma cidade para outra por três razões: trabalho, saúde ou emergência, pelas quais a pessoa em trânsito deve certificar em um documento. O Campeonato Italiano, assim como todas as competições esportivas públicas ou privadas estão suspensas até o dia 4 de abril.

Em entrevista exclusiva ao Tribuna Online, o jogador comenta como está o dia a dia no país. “Nossa rotina mudou realmente, mas é necessário. Temos que nos adequar”, afirma o zagueiro.

Tribuna Online — Como está sendo a rotina de você e de sua família agora com a proibição de sair de casa? Quais estão sendo as dificuldades enfrentadas? Como vocês se prepararam para enfrentar essa quarentena em casa, fizeram compras ou tomaram outras medidas?
LYANCO — Está uma situação bem diferente, sair de casa só para o trabalho e supermercado. Estamos tomando cuidado e estamos tendo muita atenção a tudo. Fizemos compras de alimentos, água, etc… nossa rotina mudou realmente, mas é necessário, o país precisa do nosso apoio e temos que nos adequar.

Sente medo com toda essa situação?
Não digo medo, mas traz um certo desconforto saber que o país onde você mora está nessa situação. Esperamos que passe o mais rápido possível e a vida volte ao normal.

Você ou seus pais pensam em retornar ao Brasil no momento ou se a situação se agravar?
Então, sou casado, tenho uma filha, moro separado dos meus pais. Voltar não pensamos não, mesmo porque temos que trabalhar, o trabalho não para, treino todas os dias. Meu pai trabalha com futebol também, viaja muito. Acho que eles também não pensam em retornar no momento, temos as nossas responsabilidades aqui e voltar não é a solução no momento.

Como você recebeu a decisão sobre a suspensão dos campeonatos? Acha que foi uma medida necessária?
Foi um impacto enorme, mas é importante para tentar ao menos amenizar a circulação de pessoas nos estádios. Aqui, como no Brasil, o futebol é uma paixão e os estádios lotam em dias de jogos. Então, uma decisão importante foi tomada.

Lyanco é capitão da seleção brasileira olímpica (Foto: Reprodução / Instagram)

Você foi convocado para os próximos dois jogos da seleção brasileira olímpica, nos dias 26 e 29 de março. Esse período de inatividade que você vai ter te preocupa de alguma forma?
Graças a Deus mais uma convocação. Não estamos inativos não, estamos treinando normalmente todos os dias. Como falei, o trabalho não para, então a forma física está 100% fora do clube. Eu tenho um fisioterapeuta/preparador físico que trouxe do Brasil.

Já há discussões sobre a realização ou não das Olimpíadas de Tóquio, por conta do coronavírus. Está na torcida para que a situação melhore consideravelmente para que os Jogos Olímpicos ocorram normalmente?
Espero que nada atrapalhe as Olimpíadas. Sabemos da gravidade do momento, mas penso que de alguma forma vai acontecer e esse sonho de jogar pelo nosso País vai acontecer, não só para mim, mas todos os atletas que estão se preparando para esse momento. Se Deus quiser, vai dar tudo certo.

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