- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Anúncio
Coronavírus

Mortes por síndrome respiratória sobem 760%

O número de registro de mortes de pessoas diagnosticadas com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceu cerca de 760% no Estado, de acordo ...

Médica Jéssica Polese disse que aumento de casos por síndrome respiratória pode ser resultado da subnotificação do novo coronavírus

Última atualização

Médica Jéssica Polese disse que aumento de casos por síndrome respiratória pode ser resultado da subnotificação do novo coronavírus (Foto: Thiago Coutinho - 23/04/2019)

O número de registro de mortes de pessoas diagnosticadas com a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) cresceu cerca de 760% no Estado, de acordo com dados do portal da transparência do Registro Civil.

Desde o dia 16 de março até quinta-feira (30), 43 mortes foram registradas com a doença. No mesmo período do ano passado, a SRAG constava na certidão de óbito de cinco pessoas no Espírito Santo.

Para a médica pneumologista Jéssica Polese, o aumento pode ser resultado da subnotificação do novo coronavírus (Covid-19) ou de outras doenças virais, como o vírus da gripe ou H1N1.

“A SRAG é uma lesão pulmonar extensa que causa um comprometimento grave do pulmão. Os sintomas dela são parecidos com o coronavírus: tosse, febre, aumento da frequência cardíaca, respiratória. Ou pode ser viroses como a influenza ou H1N1”, afirmou.

Ela também não descartou a ocorrência de exames “falsos negativos” para a Covid-19.

“Eu mesmo trabalho com pacientes com coronavírus, dois deles fizeram exames e deram negativo. Mas a minha impressão clínica era que se tratava de Covid-19. Eles tiveram alta e não tivemos a comprovação. Realizaram o exame PCR. Foi colhido no 9º dia de sintomas e o ideal é que se colha entre o 4º e 8º”.

A pneumologista ainda explicou que, caso não seja possível comprovar se a pessoa foi vítima ou não de coronavírus, o médico deve ter cautela com o que vai ser colocado no atestado de óbito.

“Porque gera transtornos, não pode ter velório, o caixão tem de ser lacrado, o número de familiares no enterro é limitado. Na dúvida, o médico vai colocar, por exemplo, a síndrome respiratória. E ele está certo, se não tem confirmação, não pode colocar a Covid-19”.

Ainda de acordo com a médica, o número de subnotificações da Covid-19 deve diminuir. “Temos mais testes e avanços na tecnologia. Estamos com um olhar mais direcionado para o coronavírus, então a tendência é a diminuição de subnotificações”, ressaltou.

Brasil

Em todo o País, o número de registros de mortes por SRAG cresceu 1.012%, de acordo com o portal. Informações dos Cartórios de Registro Civil Brasileiros indicam que em alguns estados a alta foi mais expressiva do que a média nacional.

Pernambuco teve 6.357% de aumento, seguido por Amazonas, com índice de 4.050%.

No Rio de Janeiro as notificações subiram 2.500%, e no Ceará o aumento foi de 1.666%.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.