Desta vez, a banda capixaba Clube Big Beatles não vai estar perto de seus fãs. Quer dizer, fisicamente. Mas promete uma apresentação inesquecível e emocionante com a “Live Solidária”, para fazer o bem e com muito rock!

A Orquestra Sinfônica estará em formato reduzido com a banda no Palácio Sônia Cabral, em Vitória, sem público e respeitando distanciamento e orientações dos órgãos de saúde.
E o repertório? “Próximo do que já fazemos, mas com surpresas. Dei total liberdade para os músicos escolherem. A maioria tocará Beatles”, diz Edu Henning, da Big Beatles, que dirige o projeto.
A transmissão será pelo Facebook e pelo canal da Clube Big Beatles no 
Quanto às doações para as pessoas que passam dificuldades por conta da Covid-19, Edu disse que toda ajuda será bem-vinda: serviços, dinheiro, cestas básicas, kits de limpeza e higiene. As orientações de como doar serão dadas na live.
Flávio Venturini | Cantor e compositor
“Aproveito a oportunidade para homenagear o Aldir Blanc”
AT2: O que escolheu para cantar na live?
Flávio Venturini: Uma canção feita por Aldir Blanc para mim: “Sim, Não, Talvez”. É uma linda versão de “Here, There and Everywhere”, de Lennon e McCartney. Há muitos anos, ele fez essa versão, mas não conseguimos gravar. Às vezes, canto em shows. Aproveito a oportunidade para homenagear o Aldir.
Como está enfrentando a pandemia do coronavírus?
Fácil não está para ninguém! Moro em um condomínio fora de Belo Horizonte e, durante todo este tempo, só saí umas duas vezes. Tenho uma pessoa que faz compras para mim. Tenho trabalhado muito com música, compondo.
Então, teremos disco novo?
Estou lançando “Paisagens Sonoras” aos poucos pela internet. Quero lançar em julho, agosto.
Mantém a positividade?
O mundo está mudando muito e, com certeza, não será o mesmo depois desta surra que estamos tomando. Mas temos que tentar ver isso tudo de forma positiva, apesar de ser triste. Todos os dias morrem pessoas. Na segunda, perdi um amigo. Mas temos que levar o mundo adiante e ajudar as pessoas.
Amaro Lima | Cantor
“É sempre importante ajudar quem precisa”
AT2: Conta sobre sua participação na live de sábado?
Amaro Lima: Fiquei muito feliz com o convite. Tenho pessoas muito queridas na Big Beatles e na Orquestra. Fazer parte dessa live solidária é muito especial para mim. Na minha participação, vou tocar uma música minha, que fala sobre positividade e perseverança, chamada “Refrigerante”.
Será uma live solidária, como disse: “do bem”. É o momento de unir forças e mostrar, que, mesmo diante do caos, há como encontrar gestos legais e praticar boas ações?
Estamos passando por um momento muito delicado, em que várias pessoas estão com dificuldades. É sempre importante ajudar quem precisa.
Agora, viajando um pouco e indo até o universo dos Beatles, qual canção ou fase deles foi determinante para sua carreira?
Gosto de todas as fases dos Beatles. Cada uma delas tem sua importância e sua beleza. Gosto de muitas músicas deles, não dá para escolher uma só. (Risos).
Mas não dá nem para revelar aquela canção que marcou sua vida?
São vários momentos marcados, mas posso citar a “A Hard Day’s Night”, porque foi a primeira música dos Beatles que ouvi. Foi paixão à primeira ouvida. (Risos)
André Prando | Cantor e compositor
“Sou beatlemaníaco demais”
AT2 O que está preparando para sábado?
André Prando: No convite, o Edu nos deu liberdade para pensar no repertório, não necessariamente Beatles. Escolhi a “Darma”, do meu disco novo, que será lançado sexta.
Desde o início da quarentena, tem feito várias lives. Fez com canções dos Beatles?
Além de manter o contato com o público através das lives, consigo contribuições. Aí, faço as lives autorais, que são as mais pedidas, e as temáticas. Fiz uma dos Beatles logo no começo. Ela não ficou salva, mas vou refazer.
É um beatlemaníaco?
Sou beatlemaníaco demais! Tenho a tatoo do Abbey Road no braço, conheço a discografia toda, estou sempre tocando.
De que forma a obra deles influenciou na sua carreira?
Sempre foi uma aula de cultura pop, que vai além da musicalidade, com símbolos e comportamento. Eles são referência em muitos aspectos. Mas, musicalmente, me inspiro muito. Talvez mais pela fase dos anos 1970, mais psicodélica, experimental.
Como vê o momento atual?
É hora de tentarmos tirar algum tipo de lição. É uma forma de o mundo dar uma sacudida na gente, sabe? É uma forma de mostrar que não vamos sobreviver se não vivermos coletivamente, pensando no próximo.



