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Coronavírus

Uso da cloroquina deve ser feito com acordo entre médico e paciente

Em meio a tantas informações sobre o uso ou não da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento para o novo coronavírus, surge uma dúvida: o que o ...

Última atualização

Em meio a tantas informações sobre o uso ou não da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento para o novo coronavírus, surge uma dúvida: o que o paciente deve fazer caso esteja infectado por esse vírus?

A orientação do presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-ES), Celso Murad, é que as pessoas deixem as discussões politizadas em torno do assunto e foquem no que o médico tem a dizer sobre o fato.

“O paciente deve ouvir o médico de confiança dele, pois ele vai pesar os prós e contras para indicar ou não o medicamento, sempre com muita segurança. Afinal, cada paciente é um caso”. O presidente da Associação Médica do Espírito Santo (Ames), Leonardo Lessa Arantes, também falou sobre o que ele define como uma escolha compartilhada em uma relação médico-paciente.

“O paciente é informado dos riscos e de seus possíveis benefícios e, em comum acordo com o médico e após um termo de consentimento, ela (droga) é prescrita.”

Ele observou que o fato de a droga entrar em protocolos governamentais dá a possibilidade de os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) usarem. “Mas veja bem, não é uma obrigação de prescrição e de uso”, destacou.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) disse que não há evidências sólidas de que essas drogas tenham efeito confirmado na prevenção e tratamento da doença, mas que, diante da excepcionalidade da situação, entende ser possível a prescrição desses medicamentos a critério médico e do consentimento do paciente.

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