A crise financeira gerada pela pandemia do novo coronavírus fez o Colégio Cenecista fechar as portas em Cariacica, pegando de surpresa os pais de alunos matriculados na instituição.
A escola ministrava aulas de ensino fundamental e médio, e faz parte da Campanha Nacional de Escolas da Comunidade (CNEC), que possui unidades em 18 estados.
Após suspender as aulas provisoriamente no dia 19 de março, a direção do colégio de Campo Grande enviou um comunicado por WhatsApp aos pais para falar sobre o fechamento definitivo.
A alegação é de que a pandemia causou problemas financeiros, o que dificulta a manutenção e a qualidade no atendimento aos alunos, segundo a instituição.
“A suspensão das aulas presenciais tem fragilizado o relacionamento dos alunos com as instituições educacionais e, nesse sentido, aumentando expressivamente o número de cancelamentos de matrículas e transferências para a rede pública e os percentuais de inadimplência”, diz o comunicado.
Na mensagem, a escola chegou a disponibilizar uma relação de contato de outras instituições privadas que podem atender os alunos que agora estão sem matrícula.
Procurada pela reportagem, a direção do colégio, que tem sede em Brasília, confirmou o fechamento da unidade de Cariacica, mas não deu detalhes específicos sobre o valor do prejuízo. Em nota, disse apenas que o aumento de cancelamentos de matrículas e inadimplentes foi “expressivo”.
A direção da escola também não informou quantos alunos estavam matriculados atualmente. Dados do Censo Escolar de 2019 mostram que eram 130 até o fim do ano passado.
De acordo com o superintendente do Sindicato das Empresas Particulares do Estado (Sinepe), Geraldo Diório, outras escolas particulares correm o risco de fechar por conta da crise e do cancelamento de matrículas.
“Além dos pais que cancelam, existe a falta de pagamento. Principalmente na educação infantil (de 0 a 5 anos), os pais não querem honrar o contrato. Muitos acham que a escola cumpre a função de babá, desconsiderando o ensino”, afirmou Diório.
