Do ponto de vista econômico, o hospital de campanha é mais custoso que comprar leitos de UTI e enfermaria em hospitais particulares. É o que diz o secretário de Estado de Governo, Tyago Hoffmann, sem revelar valores.
O hospital de campanha, explica Hoffmann, não está totalmente descartado, mas não é opção imediata no radar do Palácio Anchieta.
Ele cita que estados que já lançaram mão desse tipo de estrutura estão tendo dificuldades de comprar respiradores, insumos e contratar profissionais. Os hospitais de campanha geralmente possuem teto e paredes de lona e, internamente, os leitos estão divididos com estruturas semelhantes à repartições de escritóio.
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, já chegou a dizer que esse tipo de estrutura pode chegar a ficar pronto em vinte dias. E que o ideal seria erguê-lo no Pavilhão de Carapina, na Serra, por conta do espaço e da proximidade com o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves, numa tentativa de reduzir custeio.
Atualmente, o Estado usa um plano B por mais leitos para pacientes do SUS: comprar de hospitais privados como Vila Velha, Santa Mônica e Apart. Os leitos de UTI custam ao dia R$ 1.600. Os de enfermaria saem por R$ 715. Possíveis cuidados com hemodiálise não estão inclusos nesse montante.
