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Coronavírus

Com segunda menor taxa de isolamento, Colatina pode adiar festas para o fim do ano

A cidade de Colatina, no Noroeste do Estado, é o segundo município com o menor índice de isolamento social no Espírito Santo. Os dados foram ...

O tradicional Desfie Cívico, Militar e e Escolar de Colatina, que acontece em agosto, pode ser adiado para o fim do ano

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A cidade de Colatina, no Noroeste do Estado, é o segundo município com o menor índice de isolamento social no Espírito Santo. Os dados foram divulgados pelo Governo na tarde desta quarta-feira (6) e mostram que na segunda e terça o número de pessoas que permaneceram em casa durante o dia foi de 40,2% e 40,6%, respectivamente.

Por conta da pandemia do coronavírus, a prefeitura estuda adiar para o fim do ano algumas festividades tradicionais da cidade. Uma delas é o Desfile Cívico, Militar e Escolar que acontece no mês de agosto, durante as comemorações do aniversário da Princesa do Norte.

Outro evento cultural que deve ser adiado é o Festival de Viola de Itapina, o Fenaviola. O festival geralmente acontece no mês de junho e rola no distrito de Itapina. A ideia inicial é transferir a festa para novembro.

O tradicional Desfie Cívico, Militar e e Escolar de Colatina, que acontece em agosto, pode ser adiado para o fim do ano (Foto: Divulgação/Prefeitura de Colatina)

Quem lidera o menor índice de isolamento social no mesmo período foi a cidade de Bom Jesus do Norte, cidade localizada na região Sul capixaba. Os dados mostram que apenas 38,3% da população ficou em casa na segunda, e 39,6% na terça. Esses números são coletados pelo Governo em parceria com as operadoras de celular.

O município de Colatina tem cerca de 120 mil habitantes. Segundo o prefeito Sérgio Meneguelli (MDB), os números divulgados pelo Governo são um reflexo pagamento do auxílio emergencial concedido pelo Governo Federal destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados durante o período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do coronavírus.

“Foi um início de semana atípico. Primeiro, as filas quilométricas da Caixa Econômica. Ao mesmo tempo, era início do mês, onde grande parte dos aposentados foram receber”, explicou.

“Colatina é uma região pólo. Muitos moradores de cidades vizinhas vêm aqui utilizar serviços onde nos seus municípios não têm”, continuou ele.

Ainda de acordo com Meneguelli, parte da população colatinense tem sido resistente às orientações de isolamento social. Em decreto assinado nesta terça-feira (5), o prefeito mandou apagar as luzes de duas academias populares, ambas no Centro, sendo uma localizada na Avenida Senador Moacyr Dalla e outra na Praça Sol Poente, ao lado da Biblioteca Municipal.

O prefeito ainda explicou que outros pontos poderão sofrer cortes. Para isso, ele vai contar com o apoio da Polícia Militar. “A polícia está fazendo uma ronda e vai pontuar para a prefeitura onde as pessoas não estão respeitando nos bairros”, disse.

Preocupação

Sergio Meneguelli também relata que há uma preocupação de que os casos de coronavírus aumentem na cidade. Até o momento, o município registro 32 casos da doença, sendo 20 pessoas já estão curadas. Duas ainda estão internadas na cidade, mas não apresentam estado grave.

Segundo o prefeito, o temor é por Colatina ser uma cidade onde moradores de municípios vizinhos vão fazer compras ou receber. “Tenho medo por causa dessa população flutuante, que pode chegar a 200 mil pessoas nesses períodos”, explicou.

Festividades

Em agosto de 2020, a cidade vai comemorar o aniversário de 99 anos de emancipação política. Uma das principais atividades da festividade, o Desfile Cívico, Militar e Escolar, pode não acontecer. A prefeitura estuda passar desfile para dezembro.

“Não está nada certo, mas se prevalecer isso e as aulas não voltarem logo, a gente não podendo comemorar o aniversário, ao invés do desfile escolar, a gente faz um desfile natalino. Mas isso tudo vai depender quando realmente vai ter. Até as voltas da aula depende mais do Governo do Estado do que do prefeito”, adiantou.

Já o Fenaviola, festival de viola que acontece no distrito de Itapina, no mês de junho, também pode ir para o fim do ano. “Tradicionalmente acontece na festa de Corpus Christi. Vamos passar o festival para novembro”, concluiu.

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