
A atriz Juliana Alves, 38, que é casada há três anos com o diretor Ernani Nunes, prefere não se ater a julgamentos. “É muito difícil julgar amadurecimento nas pessoas. Porque, afinal, o que é estar madura para a vida? Ainda mais quando se trata de amor. Quando o assunto é relacionamento, estamos sempre aprendendo, por isso a importância da troca. Mas, do ponto de vista de que vivemos fases na vida, essa música em algum momento fez sentido”, afirma ao AT2.
Se na vida real a bela já encontrou sua cara-metade, quem ainda tenta vencer os obstáculos do amor é sua personagem Renatinha, de “Salve-se Quem Puder”, novela das 7 temporariamente suspensa durante o período de pandemia. Apaixonada pelo chefe e ex-namorado, a secretária ainda deve aprontar muito para reconquistar o coração dele. “Estou curiosa para saber até onde ela vai. Mas que ela é o terror, isso ela é!”, diz Juliana, aos risos.
ENTREVISTA | Juliana Alves, atriz
“Tenho muito mais coisas a perder, a me privar”
AT2 – Vale a pena tentar reconquistar o coração de um ex, como faz sua personagem em “Salve-se Quem Puder”?
Juliana Alves – Hoje, não consigo me imaginar nessa situação, mas acho que a luta pelo amor é até certo ponto, sabe? Acredito que, se é o amor da sua vida, ele é correspondido. As pessoas têm que lutar pelo que acreditam, sem trapacear.
Há certos limites do respeito que valem ser mantidos. Mas a ousadia, a criatividade e a perseverança valem sim, porque, muitas vezes, você pode despertar algo que a pessoa não tinha visto ainda.
Já fez loucuras por amor?
Nunca fiz muitas loucuras para conquistar alguém. Mas já fui uma pessoa ousada por passar por cima de um orgulho ou de um sentimento ruim para dar chance à relação.
Você saiu de um reality show e conquistou seu espaço como atriz. É ambiciosa?
Sempre tive foco nos meus sonhos. Minha carreira de atriz foi com muito suor e estudo. Participar do reality foi etapa do processo.
Grazi Massafera já disse que sofreu preconceito por ser ex-BBB. Passou por isso? Pensou em desistir?
Desistir, não pensei. Mas sabia que poderia encontrar dificuldade a mais. Por outro lado, eu tinha noção que minha participação no programa me dava oportunidades para testes. Ao longo da carreira, batalhei pelas oportunidades e teve um período em que tive que pedir para fazer alguns testes e correr atrás mesmo, me dedicar.
A Grazi é uma mulher extremamente talentosa, dedicada e merece cada conquista que tem, mas a trajetória de todo mundo é diferente. Vivi uma realidade diferente. E na TV, os padrões estéticos são muito específicos.
Sigo meu caminho, com meus ideais, e fico feliz porque posso dizer que tenho uma trajetória de sucesso, fruto de muitos desafios.

Hoje, com a vida que tenho, não faria sentido. Tenho muito mais coisas a perder, a me privar. Quando participei, não tinha muito a perder, não tinha uma carreira.
Eu tinha muitas coisas que fazia e amava fazer, mas que podiam esperar, que eu poderia parar. E hoje não, dou muito valor à minha liberdade e ao trabalho que estou fazendo. Não quero parar de trabalhar e não quero deixar de estar com minha filha.
O que ela diz
Vilã odiada!
“Está sendo divertido perceber a reação das pessoas, vê-las dizendo que odeiam a Renatinha. Para uma vilã, é ótimo!”, conta, aos risos, Juliana Alves sobre sua personagem em “Salve-se Quem Puder”, novela suspensa temporariamente por causa da pandemia.
E acrescenta: “Vejo a Renatinha como uma pessoa que tem um desvio de caráter, com certeza. Mas também a vejo como uma mulher forte e determinada, que sabe aonde quer chegar. Quando as coisas começam a beirar a maldade, eu já não concordo”.
“Injeção de alegria diária”
“Sou muito coruja mesmo! A maternidade me mudou, hoje sou uma pessoa que tem uma injeção de alegria diária e constante. A alegria da Yolanda é forte, isso muda mesmo nossa vida. Tenho muito mais responsabilidade, organização e cuidado comigo mesma do que tinha antes. Agora preciso estar bem para cuidar dela.
E, profissionalmente, também me trouxe uma maturidade, um discernimento dos caminhos que quero percorrer. Hoje valorizo meu tempo muito mais. O olhar que eu tenho sobre meus trabalhos mudou também. E a minha motivação para trabalhar e conquistar cada vez mais é ainda maior com ela”.
Samba
“O espaço que o samba e o Carnaval ocupam na minha vida é grande, é o espaço de algo que faz uma pessoa muito feliz, realizada. É o prazer de trocar com as pessoas, de viver e ter a responsabilidade da representatividade. É uma explosão de amor estar junto da cultura que eu amo”.
Símbolo sexual
“Meu trabalho é minha grande inspiração na vida, uma grande motivação para os cuidados de beleza que tenho comigo. Não me incomodo em ser vista como símbolo sexual, porque, na verdade, não subordino as minhas decisões, as minhas atitudes a isso. Eu não tenho controle do olhar de todo mundo, mas sei que, muitas vezes, a personagem que a gente faz ou as situações que a gente vive levam as pessoas a terem um olhar mais sexual sobre você. Mas procuro e busco na minha carreira fazer personagens diferentes, para que as pessoas me vejam de maneira diferente também”, afirma Juliana.
Desencanada
“Quem convive comigo sabe que dentro de uma imagem pública existem várias possibilidades. E eu sou uma pessoa muito mais desencanada, tranquilona. Eu não sou muito vaidosa no que diz respeito a ser um símbolo sexual”.