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Caso Alice: sete pessoas são acusadas de participação no crime

O inquérito da morte de Alice da Silva Almeida, de 3 anos, foi concluído pela Polícia Civil. No total, sete pessoas estão envolvidas no tiroteio que ...

Última atualização

 (Foto: Reprodução rede social)

O inquérito da morte de Alice da Silva Almeida, de 3 anos, foi concluído pela Polícia Civil. No total, sete pessoas estão envolvidas no tiroteio que resultou na morte da menina, em fevereiro deste ano. Segundo a polícia, um dos atiradores ainda está foragido.

De acordo com a polícia, o suspeito se chama Isaías Themoteo Leão, o Guerreiro, 24. O nome dele foi divulgado durante uma coletiva, na manhã desta quarta-feira (6). 

Quatro pessoas foram presas, no decorrer das investigações do crime, além do mandante, que já estava na cadeia.

Alice foi morta quando brincava no quintal de casa em Dom João Batista, Vila Velha, em 9 de fevereiro deste ano. De acordo com a polícia, o crime foi motivado por uma disputa de tráfico que começou no início de 2019.

Segundo a delegada Raffaella Aguiar, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), foi nesse período em que duas facções que comandavam o tráfico do local romperam. Desde então, as duas gangues, “Da Jamba” e “Da Botafogo” começaram os ataques entre si.

“O adolescente alvo dos disparos que mataram Alice pertencia à gangue do Jamba. Quatro suspeitos em um Gol branco foram até o local em que ele estava, no portão da casa da criança, conversando com o pai, para fazer o ataque”, explicou a delegada.

No momento em que o veículo chegou, segundo a polícia, um dos seguranças da Jamba, Jhonatan Henrique Barbosa, o Jhonatan Capeta, 28, estava em uma laje próxima à casa.

“Ele percebeu que haveria o ataque e desceu, para impedir. Na hora, houve o revide que vitimou a criança, já que o adolescente correu para o quintal da casa”, afirmou.

Desde então, quatro pessoas foram presas: Thiago Martins de Souza, o Tio Ran, de 27 anos, e Jhonatan Capeta foram detidos no dia 20 de fevereiro.

Tio Ran é apontado como atirador. No dia 26 de março, William Nascimento Lacerda, o William Apagão, de 22 anos, foi capturado. Ele era o motorista do veículo.

Já Ana Paula Dias Ferreira, a Tia Paula, de 36 anos, foi presa em 29 de abril. Ela foi quem deu a ordem para a morte do alvo dos tiros, orientada pelo marido, Rafael Provetti Nascimento, o Raras, de 36 anos, que está preso. Segundo a polícia, Rafael era o chefe do tráfico da gangue do Botafogo e a ordem para matar os rivais foi passada na cadeia durante visita de Ana Paula.

Um adolescente de 15 anos também foi identificado como um dos atiradores. No entanto, a polícia está aguardando que a prisão dele seja expedida pela Justiça, por isso, ele não é considerado foragido.

Todos os presos vão responder por homicídio, tentativa de homicídio e associação de menores

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