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Coronavírus

Boato de que mulher com coronavírus teria morrido leva pânico à família

Boatos de que uma moradora de Guarapari, internada com coronavírus no Hospital Dório Silva, na Serra, teria morrido levou pânico aos familiares. Sem ...

Hospital Dório Silva, na Serra

Última atualização

Boatos de que uma moradora de Guarapari, internada com coronavírus no Hospital Dório Silva, na Serra, teria morrido levou pânico aos familiares. Sem conseguir falar no celular da mãe, a filha saiu de casa desesperada e quase bateu com o carro.

A paSecretária Lena Andrade Maioli está internada com coronavírus  (Foto: Acervo pessoal)ciente é a secretária Lena Andrade Maioli, 48 anos. Ela e o marido, Genivaldo, 40 anos, estão entre os 56 casos confirmados em Guarapari. O casal é morador do bairro Santa Rosa.

Na tarde desta quarta-feira, moradores comentavam num mercadinho próximo à academia onde Lena trabalha que ela teria morrido no hospital.

Os filhos souberam da conversa e, desesperados, começaram a ligar para a mãe, que está com acesso ao celular no hospital e se comunica frequentemente com a família.

No entanto, Lena estava longe do celular no momento das ligações porque foi levada pela equipe médica para fazer uma tomografia.

“Eu estava fazendo uma tomografia no momento da confusão. Quando eu cheguei perto do celular, tinha mais de 30 ligações. Quase minha filha bate com o carro. Ela ficou em pânico e saiu desesperada de casa para vir para o hospital. Levou várias multas. Isso é um absurdo. Só consegui falar quando minha filha já estava em Ponta da Fruta, Vila Velha, e ela voltou para casa aliviada. Muito triste isso tudo”, declara Lena.

Lena está internada há seis dias. Ela é diabética e conta que, desde que contraiu o vírus, suas taxas não baixam, mesmo com a medicação e dieta. A secretária explica que o resultado dos exames de Covid-19 demorou oito dias para sair. “Demorou muito, e isso agravou meu caso”, reclamou.

Sem comorbidades, o marido dela segue em isolamento em casa e sente apenas enjoos. Ainda muito abalada com os boatos de que estaria morta, a secretária pediu compaixão por parte das pessoas.

“Assim como eu, outras pessoas podem passar pela mesma situação. As pessoas não podem fazer isso. Meus patrões me ligaram desesperados também. Um boato maldoso. Minha pressão chegou a subir e, de fato, eu poderia ter morrido. Estou até agora com nervos à flor da pele”, completa ela, que segue internada.
 

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