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Motoristas de braços cruzados em mais um dia de paralisação em Vitória

Pelo segundo dia seguido, nenhum ônibus saiu da garagem da viação Tabuazeiro, que opera linhas do sistema municipal de Vitória. Os trabalhadores ...

Motoristas não saem da garagem da Tabuazeiro, na Serra.

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Motoristas não saem da garagem da Tabuazeiro, na Serra. (Foto: Divulgação)Pelo segundo dia seguido, nenhum ônibus saiu da garagem da viação Tabuazeiro, que opera linhas do sistema municipal de Vitória. Os trabalhadores reivindicam o pagamento de três salários e dois tickets alimentação em atraso.

A empresa alega que não tem condições de pagar os funcionários por conta da queda no faturamento desde o início da pandemia.

Os rodoviários pedem, também, o cumprimento da Lei 9.640/2020 que estabelece que o poder público municipal arque com os gastos do transporte público de forma emergencial.

De acordo com o Sindirodoviários, às 13 horas haverá uma reunião com o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Setpes) e a Secretaria de Transportes de Vitória.

Ontem, a Prefeitura de Vitória informou que está estudando medidas complementares àquelas já tomadas anteriormente para ajudar tanto a empresa quanto os trabalhadores.

“O órgão destaca que já repassou, como antecipação de crédito, meio milhão de reais relativos aos vales-transporte dos servidores e buscará, ainda, em conjunto com as empresas e representantes dos funcionários uma solução”, diz a nota.

O impasse começou em abril, quando os trabalhadores fizeram uma paralisação que durou mais de 30 dias. Na ocasião, o movimento ganhou o apoio dos trabalhadores das outras duas empresas que operam na capital e houve greve geral.

Por meio de nota, o Setpes informou que “a solução para o retorno da operação da Viação Tabuazeiro é a ajuda do poder municipal. A receita das passagens de ônibus não suporta o custo da empresa. O Setpes reforça ainda que, o Sistema de Transporte Municipal de Vitória não recebe subsídio do governo, sendo sua receita dependente das passagens de ônibus. Desde o início da pandemia o sistema municipal perdeu mais de 80% dos passageiros, e é por isso que precisa de suporte do poder municipal para garantir a operação dos ônibus”.

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