A nova rotina imposta pela quarentena pode deixar as pessoas mais esquecidas. Quem ainda não parou para pensar se bebeu ou não água em quantidade suficiente durante o dia?
É que o uso da máscara facial por um longo tempo diariamente tem feito as pessoas esquecerem de se hidratar. Por isso, segundo médicos, houve aumento nos casos de infecção urinária. O problema é causado, principalmente, pela falta de ingestão de água.

A falta de ingestão de água pode levar à formação de cálculo renal e comprometer a imunidade, destacou Thanguy Friço.
A ginecologista e obstetra Anna Carolina Bimbato observou que o aumento de casos de infecção urinária está relacionado também ao medo dos pacientes de procurarem um pronto-socorro logo no início dos sintomas, devido ao risco de contágio pelo coronavírus.
Anna Carolina destacou que a doença é mais frequente entre as mulheres. “Os pacientes têm adiado por muito tempo a procura do médico para fazer o exame e tratar a doença no início”, disse.
“No consultório também tenho reparado que, com mais tempo livre, as pessoas estão tendo mais relação sexual, aumentando os casos de infecção urinária chamada de ‘cistite de lua de mel’”, relatou.
O urologista Danilo Galante Moreno disse que, na infecção urinária, o sistema urinário pode ser atacado por bactérias, podendo acometer a uretra, próstata, bexiga e rim.
Ele frisou que qualquer infecção urinária tem potencial de virar infecção do sangue, com risco de levar à morte. “Uma medida preventiva é tomar bastante água, já que a quantidade de água é proporcional à quantidade de urina que a pessoa forma. Uma urina muito concentrada agrupa bactérias e facilita o aparecimento do problema”.
Os principais sintomas vão depender do órgão acometido, mas no caso de afetar bexiga, pode ocorrer ardência para urinar, sensação de mau esvaziamento da bexiga e vontade de urinar toda hora, segundo explicou o urologista. Ele explicou também que o tratamento é feito com antibióticos.