
No último dia 11, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou uma parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção de um antígeno.
Segundo Covas, o instituto está “fortemente empenhado” no desenvolvimento de um agente imunizador. Covas reforçou o cronograma que havia sido divulgado da realização de um estudo clínico até o fim de outubro e, caso seja aprovado, da produção da vacina no início do próximo ano.
Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Covas disse: “Esta é uma vacina que já está em fase adiantada. Na realidade, é a segunda vacina que entra em estudo clínico no mundo e a tecnologia envolvida na vacina da Sinovac é uma tecnologia tradicional, com a qual o Butantan tem experiência”.
Após a testagem, de acordo com Doria, haverá transferência da tecnologia para produção em larga escala pelo Instituto Butantan, no Brasil.
Há garantia, em acordo, de que a vacina será ofertada no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na China, foram realizados testes em duas fases. A primeira, com 144 voluntários. A segunda, com 600. Agora, a empresa irá conduzir os testes da fase 3 no Brasil, em cooperação com o Instituto Butantan, em São Paulo.
Os estudos clínicos no Brasil serão iniciados após a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos comitês de ética em pesquisa.
Antes de ser testada em humanos, a vacina foi aplicada em macacos. O laboratório garantiu em nota que a vacina “foi eficiente”.
Acordo deve ser assinado nesta semana, diz ministro
O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, disse que o governo deve assinar acordo ainda nesta semana para produzir no Brasil a vacina contra Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e pela biofarmacêutica AstraZeneca.
A declaração foi feita ontem durante audiência pública em comissão do Congresso com deputados e senadores.
“Estamos em ligações paralelas com a universidade e a AstraZeneca bem adiantadas, envolvendo a Fiocruz e a BioManguinhos. A Casa Civil está analisando a assinatura para os próximos momentos, hoje (ontem) ou amanhã (hoje), ainda nesta semana”, disse.
Segundo ele, o ministério já identificou 15 iniciativas promissoras de desenvolvimento de vacinas e, após análise, decidiu trabalhar com três delas. Além da vacina de Oxford, entram na lista uma americana e outra chinesa, relata.
“É o objetivo número um do SUS que a gente tenha acesso e entrada direto junto à estrutura de fabricação, para que a gente não perca o bonde e para podermos ter a liberdade de fabricar vacina. Na América Latina, só o Brasil tem essa competência de fabricação com Biomanguinhos”, afirmou.
Testagem de imunizante inglês começa em São Paulo
Anunciados no início deste mês, os testes da vacina da Covid-19 começaram em São Paulo. No final de semana, foram iniciadas as triagens de, pelo menos, 200 voluntários brasileiros para receberem a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford (Inglaterra), na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A informação foi dada pela Fundação Lemann, que financia o projeto. No Brasil, duas mil pessoas devem participar dos testes – 1.000 em São Paulo e 1.000 no Rio de Janeiro, onde o teste será conduzido pela Rede D’Or São Luiz e Instituto D’Or (Idor).