O ano de 2020 trouxe a maior crise sanitária da história recente: a pandemia gerada pelo coronavírus. Além de sua consequência irreparável – o número de vidas perdidas -, a sociedade experimenta um período de impactos pessoais, sociais e econômicos.
O desafio demonstrou a importância de pensar coletivamente, de unir forças, de estabelecer parcerias, valorizando negócios locais, criando redes de apoio e entendendo que o bem-estar coletivo depende da atitude de cada um.
Paulo Vieira, diretor-presidente da PW Brasil, empresa com 37 anos de atuação na indústria de vestuário, assinando marcas como Missbella e Vide Bula, sentiu na pele essa importância logo no início da pandemia. “Temos duas unidades no norte do Estado que produziam 70 mil peças por mês, envolvendo outros 60 pequenos negócios locais. De repente, praticamente paramos tudo”, conta.
Realidades semelhantes viveram duas outras empresas capixabas: a Plastin, que atua na área de produtos plásticos, e a Red Summer, do segmento de moda e uniformes.
Nos três casos, um desfecho comum permitiu a sobrevivência e o restabelecimento das atividades, poupando empregos e mantendo a geração de renda. Dentro da premissa de contribuir para fortalecer a economia dos lugares onde atua e priorizar os fornecedores locais sempre que possível, a Vale reforçou essa política na pandemia, demandando o fornecimento de máscaras para PW Brasil e Red Summer e de protetores faciais para a Plastin.
E esses são apenas alguns exemplos. No total, R$ 23 milhões em serviços e materiais foram contratados pela Vale com empresas capixabas entre março e junho para implantar uma série de medidas nas unidades operacionais no Espírito Santo, de forma a aumentar a segurança e a proteção dos empregados que precisaram continuar trabalhando, em conformidade com as recomendações das autoridades de saúde.
“No mês de março, com o início da pandemia, afastamos os empregados cujas atividades permitiam o trabalho remoto, além de todos aqueles considerados pelas autoridades de saúde como grupo de risco para a doença. Em nossas operações, adotamos todas as medidas e processos necessários, de forma criteriosa. Itens como máscaras, protetores faciais e álcool, além de prestação de serviços na área médica, de higienização e assepsia, locação de tendas, entre outros, foram comprados e contratados. Neste momento, buscamos prioritariamente os fornecedores locais, cientes da importância da cooperação e da parceria num momento como esse”, afirma Luiz Gustavo de Oliveira, Gerente Executivo de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Riscos da Vale.

Wellington Quintão, diretor da Red Summer, também compartilha a experiência. “Tínhamos dez lojas físicas, 40 anos de atuação e foi um desafio enorme reestruturar tudo diante da queda brusca nas vendas. Foi uma chance de recomeço. Adaptamos nossa linha industrial para a produção de máscaras de tecidos. Fizemos os ajustes do maquinário e começamos a produção com as especificações dos produtos solicitados pela Vale. O processo precisou ser rápido e a parceria da Vale foi fundamental ”, diz.
Atuando há 23 anos no desenvolvimento de produtos plásticos, a Plastin também encontrou outros nichos de mercado. “Em março, tivemos a chance de criar, junto com a Vale, protetores faciais, um produto inédito em nossa linha. Conseguimos nos adaptar a ponto de produzir duas peças a cada 30 segundos. Até junho, produzimos e entregamos mais de 30 mil protetores”, diz Felipe Antônio Wandekoken Gasparini, diretor da Plastin, ressaltando que manter a indústria funcionando permitiu também a manutenção dos empregos. Também focada no apoio à economia local, a Vale adotou outras medidas de suporte a fornecedores, antecipando pagamentos, mesmo antes do vencimento das faturas. No Espírito Santo, 243 pequenas e médias empresas foram beneficiadas pela decisão.
• R$ 23 milhões em serviços e materiais foram contratados pela Vale com empresas capixabas entre março e junho para implantar uma série de medidas nas unidades operacionais no Espírito Santo, de forma a aumentar a segurança e a proteção dos empregados.
• Entre os itens adquiridos, máscaras, protetores faciais e álcool, além de prestação de serviços na área médica, de higienização e assepsia, locação de tendas, entre outros, foram comprados e contratados.
• 243 pequenas e médias empresas foram beneficiadas pela decisão tomada pela Vale de antecipar pagamentos, antes mesmo do vencimento das faturas.




