Uma faixa com pedido de justiça e muita comoção no velório dos quatro jovens assassinados durante uma chacina, que aconteceu ontem (29) na Ilha do Américo, em Vitória. Familiares e amigos das quatro vítimas estão reunidos na tarde desta quarta-feira (29) para fazer uma última homenagem aos meninos.
O velório, que acontece no Cemitério de Santo Antônio, no bairro Santo Antônio, em Vitória, trouxe um clima não só de despedida, mas de muita revolta. Do lado de fora é possível notar muitos jovens pedindo que seja feito justiça pela morte dos meninos.
Um ônibus foi parado em frente ao cemitério e os manifestantes penduraram, no parabrisa, uma faixa com pedido de justiça. Além disso, foi possível notar muita comoção entre os familiares das vítimas. Uma senhora, não identificada, acabou desmaiando e foi socorrida pelos parentes.
De acordo com informações de um dos manifestantes, que pediu para não ser identificado, após o velório será realizada uma carreata até a Basílica de Santo Antônio como forma de protestar contra a violência que deixou a região da Grande Santo Antônio abalada.
Emocionada, a mãe de uma das vítimas o jovem Yuri Carlos de Souza Silva, 23, disse que a última coisa que ela ouviu do filho foi “mãe, tô indo na maré”. “A ilha era o quintal da nossa casa, nossa praia particular”, disse Mônica de Souza Silva, 38 anos, cuidadora social.
Ela disse ainda que o filho era um jovem cheio de sonhos e que confia na justiça. “Se não for na dos homens, confio na de Deus”, disse.
Já o tio de Pablo Ricardo Lima da Silva, 21, que não quis se identificar, contou que o jovem era um rapaz muito esforçado. “Ele era calmo, nunca destratou ninguém no bairro. Ontem, ele foi até a mim e pediu água, depois voltou para ilha e aí minutos depois ficamos sabendo o que havia acontecido”, contou.
As vítimas
Pablo Ricardo Lima Silva, 21 anos, trabalhava em uma lanchonete, de acordo com a mãe. “Ele sempre ia na ilha com amigos, tinha esse costume. Iam lá para pescar, tomar banho”, contou.
Já Wesley Rodrigues Souza, 29 anos, era marítimo. Outra vítima da chacina, Yuri Carlos de Souza Silva, 23, trabalhava como auxiliar de produção. Ele perdeu o emprego durante a pandemia e estava buscando uma nova oportunidade.
A quarta vítima do crime na Ilha do Américo é Victor da Silva Alves, 19 anos.
