Após atraso na apuração dos resultados das eleições municipais no último domingo (16), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontou que o novo sistema de contagem centralizado em Brasília implementado neste ano pode ter sido o motivo da lentidão.
O Tribunal avalia que a retomada para o sistema antigo de apuração de votos, onde a contagem era realizada pelos tribunais regionais eleitorais e depois enviada para o TSE, teria um custo de ao menos de R$ 100 milhões.
Os técnicos do TSE ainda consideram que não haveria tempo de realizar a troca antes do segundo turno das eleições municipais, que acontecem no próximo dia 29.
O presidente do tribunal, o ministro Luís Roberto Barroso, explicou que a mudança no sistema foi uma recomendação de segurança da Polícia Federal que foi aprovada na gestão da ministra Rosa Weber a frente do TSE.
“É até possível que a centralização no TSE tenha sido a causa da lentidão, estamos estudando. Mas foi decisão técnica decorrente de recomendação da PF e, embora tenha dito que não tinha simpatia pela medida, eu também a teria tomado, porque era recomendação técnica de relatório minucioso da PF a esse respeito”, afirmou Barroso.
