Donos de escolas particulares e de bares querem que o governo do Estado mude as regras restritivas para não terem de fechar as portas novamente. Ambas as categorias dizem que não são responsáveis pelo aumento do número de casos de Covid-19, fato que levará à mudança de classificação de risco em algumas cidades capixabas.
Presidente do Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe-ES), Moacir Lellis diz que o segundo fechamento das escolas trará um novo caos financeiro nas instituições. “É algo drástico, pois só agora as famílias estão retomando a confiança em levar os filhos. A situação já está difícil. Se fechar novamente, será um caos”, afirmou.
Caso os municípios voltem para a categoria moderada da pandemia, que prevê o fechamento das escolas, Lellis quer que o governo mude as regras anteriores para permitir o funcionamento.
Ele cita como exemplo para justificar essa decisão os países da Europa que deixaram as escolas funcionar no segundo lockdown – fechamento total.
“O índice de transmissão nas escolas é muito baixo. As instituições de ensino estão seguindo protocolos rígidos e não estão influenciando a alta de casos. Os países da Europa suspenderam bares, mas as escolas continuaram, pois sabem da necessidade que é o ensino”, disse.
Mas nem mesmo os donos de bares cogitam um novo fechamento, como ressaltou o presidente do Sindicato dos Restaurantes e Bares do Estado (Sindibares), Rodrigo Vervloet.
“Não faz sentido qualquer tipo de fechamento no setor, visto que, desde que houve a flexibilização para a reabertura, todos os índices da doença caíram no Estado, o que fica claro que o protocolo tem dado resultado. Provamos que temos um ambiente seguro”, afirmou Vervloet.
Os índices oficiais do governo do Estado, no entanto, mostram que o número de casos vem crescendo nas últimas semanas. Mesmo assim, Vervloet diz que qualquer tipo de restrição seria prejudicial aos bares e restaurantes.
“O setor não suporta mais nenhum tipo de restrição. Qualquer restrição seria fatal. O setor foi o mais afetado pela pandemia e ainda está muito prejudicado. Seria um golpe de misericórdia”.
