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Cantora capixaba é sucesso no Japão

O que começou em um simples projeto com amigos da faculdade já alcançou a “terra do sol nascente”: a cantora capixaba Yumi Hirose, de 33 anos, está ...

Yumi Hirose já cantou em países como Camboja, Tailândia e Vietnã

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Yumi Hirose já cantou em países como  Camboja, Tailândia e Vietnã (Foto: Divulgação)

O que começou em um simples projeto com amigos da faculdade já alcançou a “terra do sol nascente”: a cantora capixaba Yumi Hirose, de 33 anos, está há dois anos espalhando a sua música pelo Japão.

Ao todo, contando com a carreira no Brasil, ela tem mais de 15 anos de experiência no ramo.

Nascida e crescida “na ilha mais bonita do mundo”, como costuma chamar Vitória, a trajetória da capixaba em Tóquio começou em 2017, quando foi a passeio e conheceu a famosa casa de rock and roll Bauhaus, frequentada por gente do mundo inteiro e com mais de 40 anos de existência.

Lá, foi convidada a participar de uma banda. Apesar da difícil decisão, Yumi aceitou e foi para o Japão no início de 2018, onde permanece até hoje. Durante esse período, também cantou em países como Camboja, Tailândia e Vietnã, na Ásia.

Atualmente, participa das bandas Bauhaus e YUMI. Com a chegada da pandemia e a parada temporária dos shows, ela criou um projeto chamado Music Connecting People, em que faz vídeos colaborativos com pessoas de diversas nacionalidades.

“No primeiro vídeo, cantando Águas de Março, eu convidei um japonês que é apaixonado pela música brasileira. Não esperava que fosse fazer tanto sucesso e acabei recebendo vários convites aqui para cantar bossa”, disse.

Apesar de ser marcada pelo rock, a capixaba conta que, atualmente, está mais aberta a cantar outros estilos, como MPB e reggae.

Yumi relata que a sua relação com a música começou cedo. “Desde pequena faço aulas de piano e teclado, e escuto grandes bandas como Deep Purple, Queen e Led Zeppelin”.

Ela considera a experiência na Ásia incrível. “Hoje, tenho amigos pelo mundo todo. Conheci muitos músicos que fazem turnês mundiais e artistas de outros ramos”, revela.

Além da música, a cantora Yumi faz outra atividade que afirma gostar muito: viajar pelo mundo.

“Gosto de conhecer pessoas e culturas novas e aprender sobre aquilo que nunca vi ou ouvi”, comemora.

Do Brasil, ela conta que sente saudade “da família, dos amigos, da comida, da cidade, dos fãs e do calor humano”.

Yumi Hirose nasceu em Vitória e começou a cantar aos 17 anos em um projeto com amigos da faculdade. Hoje, já tem mais de 15 anos de carreira e participa de duas bandas: a Bauhaus e a YUMI.

Além de cantar, Hirose afirma que adora viajar e conhecer pessoas e culturas novas.

A Tribuna – Quando começou a cantar?

Yumi – Comecei a cantar com 17 anos. Tudo começou em um projeto com amigos da faculdade, e as coisas foram acontecendo naturalmente. Lembro até hoje que o meu primeiro show foi na Blow-Up, em Vila Velha, para mais de mil pessoas. Fiquei super nervosa, mas depois que pisei no palco pela primeira vez, percebi que era isso que queria fazer para o resto da vida.

Qual a sua relação com a música e a arte?

Em casa sempre tive instrumentos musicais. Guitarra, piano, teclado, flautas, gaitas e muitos CDs e discos de vinil de rock por causa do meu pai, que é um amante da música e do rock. Comecei pequena a fazer aulas de piano e teclado e sempre ouvindo grandes bandas como Deep Purple, Queen e Led Zeppelin.

Como está sendo a experiência no Japão?

A minha estadia aqui pela Ásia tem sido incrível! Eu tive a oportunidade de conhecer e cantar em outros países como o Camboja, a Tailândia e o Vietnã. O Japão é incrível. A educação e a segurança daqui ainda me impressionam. Tudo funciona com perfeição!

Agora, na pandemia, você faz apresentações online?

Com a chegada da pandemia, me veio a ideia de fazer o projeto Music Connecting People, onde comecei vídeos colaborativos com pessoas de diversas nacionalidades. Sempre faço a divulgação no meu Instagram: @yumi_oficial.

Você gravou a sua versão de Águas de Março no Japão…

O primeiro vídeo do meu projeto foi cantando Águas de Março, em que convidei um japonês que é apaixonado pela nossa música brasileira. Eu não esperava que fosse fazer tanto sucesso, e acabei também recebendo vários convites aqui para cantar bossa.

Depois que vim pra cá, estou com a cabeça muito mais aberta para cantar outros estilos.

Você costuma se apresentar em quais lugares?

Na casa de rock and roll Bauhaus e em outras casas da cidade. Ano passado tive a oportunidade de cantar em um festival aos pés do Monte Fuji, foi incrível!

Quando cantava no Brasil, era carreira solo?

Sim, eu tinha a minha banda que levava o meu nome. Chegava a ter 18 shows em um mês.

Do que mais sente saudade do Brasil?

Sinto saudade da minha família, dos meus amigos, da nossa comida, da minha cidade, dos meus fãs e do calor humano.

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