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Gustavo Macacko lança seu “Anti Vírus”

Enquanto o mundo aguarda ansiosamente pela vacina contra o coronavírus, na próxima sexta-feira (24), chega nas plataformas digitais “Anti Vírus”, o ...

“Acreditar numa rede de mãos e incluir o outro em nossa voz é o chamado que estamos propondo”, diz o músico

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“Acreditar  numa rede de mãos e incluir o outro em nossa voz é o chamado que estamos propondo”, diz o músico (Foto: Divulgação/Isadora Mourão)
Enquanto o mundo aguarda ansiosamente pela vacina contra o coronavírus, na próxima sexta-feira (24), chega nas plataformas digitais “Anti Vírus”, o novo single do capixaba Gustavo Macacko, 44, que promete dar uma injeção de esperança no público.

“Acreditar numa rede de mãos e incluir o outro em nossa voz é o chamado que estamos propondo. ‘O antídoto exige união’ e ‘o exemplo é um recado profundo’ são frases chaves dessa ideia”, diz ele, sobre a letra.

Inspirada no artigo “Quem vai pagar a conta”, da economista Eduarda La Rocque, a canção é um retrato musical do atual momento e, entre os versos, traz uma poesia recitada pela poetisa e filósofa capixaba Viviane Mosé.

A música ainda chega acompanhada de clipe pautado na prevenção, com artistas e amigos lavando as mãos e colocando máscaras faciais. Nomes como Gabriel O Pensador, Zé Geraldo e Rodrigo Lima (Dead Fish) participam do vídeo.

“Lavar as mãos e o uso de máscaras são as formas mais simples e eficazes de contribuirmos para este momento”, salienta Macacko.

Antes, na quinta-feira (23), às 20h30, o músico convida sua parceira de canção para bate-papo sobre o single em seu perfil no Instagram.

“Falaremos sobre como estamos lidando com o atual momento, os bastidores da canção e do clipe, e a campanha para ajudar projetos sociais do Espírito Santo. Ouvir a Vivi falando é uma aula”.


Gustavo Macacko | Músico
“Melancolia é combustível”


AT2: Como nasceu essa composição?
Gustavo Macacko: A Eduarda La Rocque me apresentou o texto, e achei incrível por ser um pensamento propositivo em meio a tantas questões que estamos vivendo. Uma possibilidade real que envolve a criação de um fundo para ajudar os mais necessitados.

Ela perguntou se eu toparia compor uma canção inspirada nessa ideia, e aceitei o desafio. No caminhar, Flor Fusi, minha companheira, participou do processo e juntos fechamos a composição.

Acha que a redistribuição da riqueza é a saída?
Acho que é um caminho que precisa ser considerado com mais seriedade. De certa forma, dialoga com a ideia da taxação das grandes fortunas também. Na verdade, entendo que esse vírus veio para balançar os pilares do sistema capitalista. Este momento é de uma virada histórica.

Como surgiu a participação de Viviane Mosé no single?
A Viviane é uma querida filósofa, poetisa e conterrânea. Sou um admirador do seu trabalho e também frequento o grupo de filosofia que ela coordena. Imaginamos uma poesia recitada no meio da música e ninguém melhor do que ela para declamar, pois também estava envolvida no processo de criação e debate do conceito da faixa. Sua voz forte e sincera deu o tom exato que o tema pedia.

Acredita que a pandemia “despertou o mundo”, como canta, para os reais valores?
De alguma forma, todo o planeta foi para o cantinho do pensamento com esse vírus. Concordando ou discordando, obedecendo ou não aos protocolos, todos foram atingidos nessa fase. O que cada um vai aprender e mudar com ela é um mistério. Os reais valores e o despertar são questões muito pessoais, mas acredito que, desta vez, pelo menos, paramos para pensar. O que virá de fato só saberemos vivendo.

Nunca se falou tanto em solidariedade. Torce para que ela permaneça após a pandemia?
O ideal é que possamos nos livrar dessa ideia individualista de competitividade e preconceito. Sei que não é bem assim na prática, e que o sistema que visa ao lucro acima de tudo não permite a horizontalização das relações, mas nossa luta é essa: acordar para uma nova forma de se relacionar e torcer para que a solidariedade vença e se torne uma prática cotidiana também no pós-pandemia.

Essa melancolia que o momento traz tem te inspirado?
Muito! A melancolia é um combustível, realmente. Não só para compor canções e poemas, como também para redirecionar trabalhos e estudos. Além de “Anti Vírus”, fiz o poema “Alô Transmissor” e uma versão pandêmica de “O Pulso”, dos Titãs, que viralizou.

Ainda estou em fase de divulgação do meu último álbum “Humanifesta” (2019) e segui com esse processo através de lives pontuais e divulgação de clipes.

Também fui convidado pela turma do Instituto Últimos Refúgios para interpretar uma canção em prol da preservação do corredor ecológico na região de Pedra Azul, chamada “Highway 262”, que será lançada em breve.

Além disso, estou aproveitando para formatar meu próximo EP. Enfim, produzindo para conseguir suportar toda essa mudança e, ao mesmo tempo, me permitindo silenciar em busca de conhecimentos interiores que me aproximam da natureza.


Serviço


“Anti Vírus”

  • Bate-papo
    O quê: Gustavo Macacko faz live com a poetisa Viviane Mosé para falar sobre o novo single
    Quando: Quinta-feira (23), 20h30
    Onde: No Instagram @gustavomacacko
     
  • Lançamento
    Quando: “Anti Vírus” será lançado sexta-feira (24) nas plataformas digitais

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