Uma pesquisa realizada pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe) apontou que os pais e responsáveis defendem que os estudantes da educação infantil (berçários e series anteriores ao 1º ano do Ensino Fundamental I) sejam os últimos a retornar às aulas presenciais. Na opinião deles, os estudantes dos Ensinos Superior, Médio e Profissionalizante retornem primeiro, em um eventual retorno gradual em meio à pandemia do coronavírus.
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 22 de junho, com 10.444 pais ou responsáveis de escolas públicas e particulares, de diferentes níveis de ensino, em diversas cidades do Estado.
O Sindicato apresentou 12 perguntas, com diversos temas para traçar um perfil destes pais ou responsáveis.
Sobre o retorno gradual, a maioria das respostas aponta para os Ensinos Superior (35,9%) e Médio e Profissionalizante (22,3%) deveriam ser os primeiros a voltar às aulas presenciais, em meio a um retorno gradual. A minoria dos responsáveis (6,7%) defendeu que a Educação Infantil seja a primeira a retornar. A segunda resposta menos votada foi o Ensino Fundamental I (1º ao 5º ano), com 8,9%.
A pesquisa apontou ainda que 14,5% defendeu que todos os estudantes – independente da série que cursa – retornem juntos à sala de aula.
Há pais ou responsáveis que defendem o retorno das aulas “o quanto antes”: 13,8% votaram pelo retorno presencial ainda no mês de julho, enquanto 12,5% optaram pela primeira semana de agosto.
Nesta segunda-feira (20), o secretário de Estado da Saúde Nésio Fernandes reafirmou que não há previsão de que as aulas presenciais sejam retomadas no mês de agosto. Ele voltou a reafirmar que a decisão será tomada em conjunto com a Secretaria de Educação, mas levará em consideração uma série de requisitos, que ainda serão divulgados.
Ensino à distância está sendo satisfatório
Ainda segundo pesquisa, 50% dos pais ou responsáveis alegaram estar satisfeitos com as atividades remotas (não presenciais). Outros 16,4% disseram estar “muito satisfeito”. No entanto, um terço deste público (32,1%) alegou estar “pouco satisfeito” e outros 1,5% disseram que não há envio de atividades ou aulas remotas.
A maioria dos pais 79,2% também disse que gostaria de ter a liberdade de ficar com o seu filho ou filha ou aluno responsável em casa, recebendo atividades remotas e video-aulas, quando o retorno às aulas presenciais for definido “até se sentirem mais seguros”.
Maioria mantém pagamento regular das mensalidades
Outro dado apresentado na pesquisa é de que 90,5% dos pais ou responsáveis estão arcando – em dia – com as mensalidades escolares, mesmo durante o período de distânciamento social e ensino à distância.
De acordo com a pesquisa, apenas 9,5% não estão mantendo o pagamento em dia.
Por outro lado, 62,1% dos alunos possuem algum tipo de desconto ou bolsa concedido pela instituição durante o período da pandemia.

