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Carlos Nejar

As memórias do porão e da luz

Completei, dia 17 de julho de 2020, 60 anos de literatura. E sou grato ao meu saudoso pai, comerciante, Sady Nejar, que me foi colocando dinheiro na ...

Carlos Nejar

Última atualização

Completei, dia 17 de julho de 2020, 60 anos de literatura. E sou grato ao meu saudoso pai, comerciante, Sady Nejar, que me foi colocando dinheiro na poupança, quando menino, o que me possibilitou pagar a edição de meu primeiro livro de poemas, “Sélesis”, com capa do artista plástico W. Elias que, generosamente, descobriu o poeta, quando recitava na Escola de Belas Artes, em Porto Alegre.

Devo também a meu pai a biblioteca que me serviu na juventude.
O nome do primeiro livro foi inventado e o que foi criado no mesmo ano, o “Livro de Silbion”, saído em 1963. E os dois se completam e serão editados pela Life, em capa dura e juntos.

Escrevi em Guarapari, no “Paiol da Aurora”, vários livros, entre romances e poesia, inéditos, como em Vitória, Rio e no tempo que morei no Rio Grande, Promotor de Justiça, entre uma comarca e outra.

Conheci, aliás, com o alfabeto do Direito, as “Memórias do Porão”, em 3ª ed., (Mário Quintana me disse que gostaria de ter escolhido tal título para livro dele), onde o grande escritor português Fernando Assis Pacheco fez o prefácio e diz que cheguei “aos arrabaldes de Deus”.

Mas, na verdade, como Jó, só o sabia de ouvir dizer, minha experiência na Obra de Deus foi aos 42 anos, na pregação do Pr. Gedelti Gueiros, em Petrópolis, e depois ao visitar o Manaim, quando oraram por mim.

E ao chegar ao pampa tive a estranha experiência de morte e nascimento, o que explicar não cabe.

E no último texto das “Memórias do Porão” assinalo: “O porão debulhava entre as celestes vozes, o que o Anjo gravara sobre a entrada: Só a alma eleva ao grau de sua morte a graça de te esposar, Eternidade”.

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