Durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), uma pergunta tem sido feita por muitos pais: liberar ou não os filhos quando for dado o sinal verde para o retorno das aulas presenciais no Estado?
Buscando essa e outras respostas, o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo (Sinepe) fez uma pesquisa e constatou que a maioria tem receio desse retorno.
Realizada entre os dias 16 e 22 de junho, a pesquisa ouviu pais e responsáveis do ensino infantil até o superior da rede privada, por meio de um formulário eletrônico. Foram computadas 10.444 respostas.
Em uma das perguntas foi questionado sobre qual a melhor data de retorno, com as instituições seguindo todos os protocolos de segurança e higiene estabelecidos.
Para 53,7%, o retorno ainda não traz segurança, enquanto que 20% escolheu a opção indefinido (ficando a critério da Secretaria de Estado da Saúde). Outros, 12,5% se mostraram favoráveis que seja no dia 3 de agosto. Outros dois grupos pediam que o retorno já tivesse ocorrido neste mês – nos últimos dias 7 (9,2%) e 15 (4,6%).
A maioria (79,2%) admitiu que gostaria de ter liberdade de ficar com o aluno tendo aulas em casa e recebendo as atividades remotas até se sentirem mais seguros.
Para 35,9%, os primeiros a retornarem devem ser os estudantes do ensino superior, enquanto 22,3% consideram melhor que sejam os alunos do ensino médio e profissionalizante.
A professora universitária Alessandra Simão Padilha participou da pesquisa. Ela e o marido, João Paulo Cerutti, que é hipertenso, são contra o retorno das aulas dos filhos Beatriz, de 13 anos, e João Pedro, de 8, neste momento.
Os dois são alunos do ensino fundamental I e II da rede particular. O casal defende que, por questão de segurança, a família tenha a opção de escolher a data do retorno.
O vice-presidente eleito do Sinepe-ES, Eduardo Costa Gomes, lembrou que a pesquisa retratou um outro momento e anunciou que serão feitas novas amostragens para saber quais caminhos as escolas devem seguir.
Para ele, o novo resultado pode ser diferente. “O contexto da doença no Estado vem melhorando, tem a construção dos protocolos de saúde com rigor. Isso pode aumentar a confiança das famílias”.

