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Voluntários em ação na terra e no mar

Uma equipe de salva-vidas de Marataízes, no Litoral Sul, vem atraindo a atenção, não só pelo cuidado com os banhistas nas praias, mas também em ações ...

Parte da equipe de guarda-vidas de Marataízes que atua de forma voluntária em resgates em diversas cidades

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Parte da equipe de guarda-vidas de Marataízes que atua de forma voluntária em resgates em diversas cidades (Foto: Alessandro de Paula)

Uma equipe de salva-vidas de Marataízes, no Litoral Sul, vem atraindo a atenção, não só pelo cuidado com os banhistas nas praias, mas também em ações de resgate no mar e até em enchentes nas cidades vizinhas.

Ela foi uma das primeiras equipes a chegar a Iconha no alagamento do dia 17 janeiro e salvou moradores presos em suas casas enquanto o rio ainda subia. Também agiu na enchente em Cachoeiro de Itapemirim, em 25 de janeiro, chegando antes da equipe do Corpo de Bombeiros, que estava ocupada nos alagamentos em Castelo e na Região do Caparaó.

Em abril, um barco virou a 3 km da costa, em Marataízes, com três pessoas a bordo. Entre eles, o pastor e sua mulher. Todos foram socorridos pelos salva-vidas.

Ao todo, são 80 guarda-vidas atuando em 36 quilômetros de orla. O grupo conta com dois barcos, um de casco rígido e outro inflável, viatura e dois jet skis, segundo o secretário municipal de Defesa Social e Segurança Patrimonial, Anderson Gouveia.

Ao contrário da maioria das cidades, em Marataízes a equipe atua o ano todo, mesmo na baixa estação. Atualmente, eles estão prestando apoio nas barreiras sanitárias criadas em função da pandemia de coronavírus.

“Estamos de prontidão para o caso de algum morador daqui ou de cidades vizinhas precisarem de socorro”, destacou o guarda-vidas Everson Duarte, 26.

“A praia não precisa estar cheia para alguém se afogar. Basta não ter ninguém para socorrer o banhista”, observou o coordenador de equipe, Genival dos Santos, 43. Já o guarda-vidas e instrutor Luciano Messias, 41, ressaltou que eles precisam estar sempre preparados. “Nosso litoral é bem extenso”.


Estudantes


 (Foto: Divulgação)

No meio de tanta destruição causada pela enchente, em Iconha, a vontade de ajudar ao próximo falou mais alto e centenas de voluntários saíram às ruas para socorrer comerciantes e moradores que perderam tudo.

Entre os voluntários, um grupo de garotas chamou a atenção. Belas estudantes, de 15 a 22 anos, calçaram botas, pegaram pás, rodos e foram oferecer ajuda.

“Perdemos alguma coisa, mas temos casa e família. Então, saímos para ajudar quem precisava de socorro”, disse a estudante Jamilly de Cassia Valiate, de 21 anos.

Junto com ela, estavam as estudantes Eloísa Albani, 15, Elora Albani, 22, Luísa Matos, 22, Helena Boldrini, 19, Daiany Petri, 21 e Rayssa Valiate, 16.


Paixão pela natureza


Combate ao fogo

Escalar montanhas e descer usando técnica de rapel com baldes de água nas costas para combater incêndio na vegetação nas pedras da montanha do Frade e a Freira, no Sul do Estado, é tarefa que exige garra e amor à natureza.

Esse foi o trabalho do alpinista Nicácio de Paula, 49, e de amigos durante incêndio em 2010. “O incêndio atingiu as duas pedras. Quando começava a chegar à mata, nós conseguimos extinguir o restante do fogo”, explicou.

O alpinista Nicácio de Paula (Foto: Alessandro de Paula)


Moradores são salvos em Iconha e Cachoeiro


“Chegamos a Iconha às 22h30. Só víamos água e escuridão. Colocamos a embarcação na água e, de vez em quando, batíamos em alguma coisa. Eram carretas submersas”, relatou Genival dos Santos, 43, coordenador da equipe de guarda-vidas de Marataízes, uma das primeiras equipes de fora a atuar na enchente do dia 17 de janeiro deste ano.

Assim que Marataízes recebeu o pedido de ajuda de Iconha, a equipe foi reunida rapidamente, explicou o secretário municipal de Defesa Social e Segurança Patrimonial, Anderson Gouveia.

“Chamei e, imediatamente, compareceram 40 voluntários. Fomos em uma van e duas caminhonetes com duas embarcações”.

Equipe de guarda-vidas durante ação solidária em Iconha. Grupo ajudou a resgatar vítimas da enchente que estavam ilhadas em casa ou presas dentro de carros e ônibus (Foto: Alessandro de Paula)

Foi um trabalho voluntário, feito à noite, fora do horário de trabalho. O primeiro socorro foi a um caminhoneiro que estava cochilando na cabine do veículo e foi surpreendido com a enchente.

“Ele estava no teto da cabine gritando por ajuda”, lembrou Genival. Em seguida, eles foram retirando pessoas ilhadas dentro de casa, socorreram passageiros que estavam no interior de um ônibus preso na enchente e resgataram alunos e donos de uma academia, que já estavam no teto do estabelecimento.

Em Cachoeiro de Itapemirim, o grupo chegou por volta das 23 horas do dia 25 de janeiro. Genival lembra que a correnteza era muito forte. “Fizemos resgate de várias pessoas ilhadas em casa e levamos para locais seguros. A noite foi pequena. Quando percebemos, já estava clareando e a água tinha baixado bastante”, contou.

Os guarda-vidas não fazem resgates apenas de pessoas. No dia 20 de junho, a equipe ajudou na retirada de 14 tartarugas-marinhas que estavam presas em redes de pesca, em Marataízes. Destas, 12 sobreviveram.

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