Uma nova ferramenta no Painel Covid-19, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), permite que seja monitorado o avanço da doença entre os povos indígenas. Nesta terça-feira (21), uma nova aba foi acrescentada ao site com informações sobre etnias indígenas. De acordo com os números, 108 índios foram infectados pelo novo coronavírus e três morreram.
Os dados mostram que 50 desses pacientes que contraíram o vírus são da etnia Tupiniquim e um é Guarani. No entanto, um obstáulo para esse monitoramento é que, no caso de outro 57 índigenas, a informação da etnia consta como “ignorada”.
A explicação no site é que essas pessoas “são os identificados como indígena, mas que desconhecem sua etnia”.
Entre os 108 índios infectados, 72 estão curados. Dentro desse universo, 33 são Tupiniquins e os demais 39 não tiveram a etnia informada no painel.
Esse também é o caso dos três indígenas que morreram por conta da Covid-19. A informação sobre a qual etnia integram é classificada como “ignorada”.
Ainda há outros 93 casos suspeitos da Covid-19 entre os índios. Em oito casos, são da etnia Tupiniquim e 85 não há informação sobre a etnia.
Mortes
Segundo as informações do Painel Covid-19, as mortes de indígenas por conta da doença ocorreram nas cidades de Aracruz, Itapemirim e Vila Velha. Nos três casos, o paciente é de gênero masculino.
O indígena que morreu em Aracruz era morador do bairro Vila Rica e tinha entre 40 e 49 anos, conforme o sistema da Sesa. Já o morador de Itapemirim, residia na localidade de Vila e tinha entre 30 e 39 anos. A última vítima era do bairro Alecrim e tinha entre 60 e 69 anos.
Casos
Em quase um mês, o número de casos de indígenas com a Covid-19 mais do que dobrou no Espírito Santo. É isso que mostra o painel da Sesa. No dia 22 de junho, eram 53 índios diagnosticados com a doença. Agora, são 108.
A cidade de Aracruz concentra boa parte das aldeias indígenas no Estado e o município é o que reúne quase a maioria dos casos confirmados de Covid-19 entre índios, com 54 pacientes.
A aldeia Pau Brasil é o local no Estado que registra o maior número de indígenas com a doença, com 15 no total. Com um caso a menos, está a aldeia Caieiras Velha – Tupiniquim.
Já a aldeia Irajá – Tupiniquim, tem 9 de seus moradores infectados pelo novo coronavírus.
Depois de Aracruz, a Serra é a segunda cidade com mais casos de indígenas com a Covid-19, com 9 testes positivos. Cariacica é o terceiro com 8 diagnósticos.
