
Ele revelou que os sintomas começaram no início de junho, com dores de cabeça e no corpo. Buscou ajuda médica que constatou comprometimento nos pulmões.
“Primeiro, passaram antibióticos, mas não melhorou. Depois, comecei a apresentar cansaço e fui ao médico de novo”, contou.
Na Unidade de Pronto Atendimento de Castelândia, na Serra, ele já chegou com dificuldade de respirar e saturação baixa.
“Eles me internaram e, depois, fui transferido para o hospital Jayme dos Santos Neves. Fiquei na UTI por sete dias, sem contato com ninguém, isolado, tomando medicação. Constataram que o meu pulmão estava com comprometimento de 70%”, explicou.
Para Marlos, um dos momentos mais difíceis foi ver o paciente que estava internado ao lado dele morrer, depois de os médicos tentarem de tudo para salvá-lo. Segundo ele, a fé em Deus foi fundamental para a recuperação e a alta, que aconteceu há 10 dias.
Após superar a doença, ele tem um segundo motivo para comemorar em dois meses. O primeiro deles foi a conquista da progressão para o regime aberto no dia 31 de maio. Marlos havia sido preso em 2015, acusado de tráfico de drogas.
Marlos, que é réu primário, vem progredindo desde 2018 e agora vai para o regime aberto.
De acordo com o chef de cozinha, das duas experiências que mudaram sua vida, fica a certeza da importância da família, da fé e da vontade de recomeçar.
“Nada de errado compensa. Não adianta o dinheiro que você ganha. Minha vida agora é outra. Todos nós estamos sujeitos a erros e tive esse desvio de conduta. Dei a volta por cima e agradeço por essas vitórias”, ressaltou.
Ele revelou que agora está retomando os trabalhos na área da gastronomia, prestando consultoria para restaurante.
“Vou iniciar serviços de entrega por aplicativos em breve. Essa é minha área há mais de 10 anos e é o que gosto”, disse.