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Coronavírus

“Beira o ridículo”, afirma Casagrande sobre politizar uso da cloroquina

Um dos temas abordados durante a coletiva de imprensa com o governador Renato Casagrande, na noite desta sexta-feira (10), foi a polêmica ocorrida ...

Caixa com comprimidos de hidroxicloroquina: uso do medicamento pode provocar efeitos colaterais

Última atualização

Um dos temas abordados durante a coletiva de imprensa com o governador Renato Casagrande, na noite desta sexta-feira (10), foi a polêmica ocorrida nesta semana entre o coordenador de um hospital de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, e o vice-prefeito da cidade, Jonas Nogueira, sobre o uso de cloroquina em pacientes com covid-19.

O governador afirmou, durante a coletiva transmitida pelas redes sociais, que politizar o uso do medicamento “beira o ridículo”. 

A polêmica em torno do uso do remédio aconteceu depois que vice-prefeito da cidade, defensor do uso do medicamento, orientou familiares de pacientes internados no Hospital Aquidaban a procurarem a polícia, após o coordenador da unidade Marlus Thompson afirmar que a cloroquina não é administrada no local. 

“Tudo que foge da técnica das evidências científicas em um assunto como esse beira o ridículo. A gente tem que seguir as evidências científicas e os profissionais da área da saúde. Se o médico receitar o medicamento, tome o medicamento. Se o médico não receitar, não tome. Se eu receitar o medicamento para você, não tome, porque eu não sou médico. Se o profissional de saúde receitar e você confia nele, tome o medicamento. Mas politizar o uso do medicamento é de fato um nível de atraso que temos que condenar”, lamentou Casagrande. 

O governador ressatou que as pessoas precisam compreender seus lugares e deixar com que os profissionais da saúde recomendem o que devemos fazer.

“Beira o ridículo politizar o medicamento, o uso de máscara, falar que o vírus foi criado por chineses para prejudicar todo mundo, o distanciamento”, disse ele.

E acrescentou: “Eu segurei, como governador, o que os profissionais de saúde recomendarem. É isso que peço a cada liderança que não é profissional de saúde para fazer o mesmo”.

Casagrande também foi questionado sobre o protocolo adotado pelo Pará, que inclui o uso de Ivermectina, e se poderia adotá-lo no Estado. “Não vejo problema nenhum em adotar protocolos. Se a equipe técnica e o comitê científico identificarem que esse é o caminho, assim o faremos”, informou.
 

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