
Segundo a Polícia Civil, ele foi morto na noite de quarta-feira (30), mas só foi encontrado quase 10 horas depois.
A suspeita é que pessoa tenha cometido o assassinado para fazer justiça por conta de uma denúncia que a vítima teria mostrado as partes íntimas para uma adolescente.
Segundo testemunhas, por volta das 3 horas de quarta-feira (30), a casa do pedreiro foi arrombada e invadida. Ninguém soube dizer quantas pessoas participaram do crime. Os vizinhos contaram à polícia que chegaram a ouvir gritos durante a madrugada.
Somente na madrugada de quinta, que a vítima foi encontrada por vizinhos. A Polícia Militar e a perícia da Polícia Civil foram acionados.
Ainda segundo testemunhas, no dia 17 de dezembro, o pedreiro havia sido denunciado por uma adolescente, de 15 anos, que relatou à mãe que ele teria mostrado as partes íntimas para ela. O caso foi parar no Plantão Especializado da Mulher, em Vitória, e o homem acabou sendo liberado.
Em seguida, ele começou a ser ameaçado de morte por pessoas da região. Com medo, a vítima se trancou dentro de casa dois dias antes do crime.
A ex-companheira do pedreiro, uma dona de casa que não quis se identificar contou que ficou casada com ele por 16 anos, mas que nos últimos cinco anos, ele começou a apresentar um comportamento agressivo. Os dois tiveram duas filhas, de 15 e 10 anos.
Em outubro de 2019, ele foi detido por agredir ameaçar e atear fogo na dona de casa e chegou a ficar dois meses preso. Ao ser liberado, começou a pular o muro da residência e insistir em ir atrás da mulher. Há 20 dias, ela saiu de casa com as filhas e ele ficou morando sozinho no local.
“Ele sempre foi bom pai e bom marido. Há alguns anos começou a desenvolver um comportamento agressivo e não procurou ajuda. Arrumava brigas com vizinhos. Nós fomos informados que ele já havia sido avisado que poderia ser morto, mas não acreditou nas ameaças e se trancou dentro de casa. Acreditamos que o crime tenha sido por conta do que aconteceu com a adolescente”, disse uma familiar da vítima, de 29 anos.