O número de pessoas isoladas no Espírito Santo, como forma de prevenção à Covid-19, caiu de 655 mil (16,1% da população) para 544 mil entre setembro e outubro, o que significa que apenas 13,4% dos moradores do Estado estão cumprindo a medida.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid-19. No Brasil, o número também caiu: 1,6 milhão de pessoas deixaram de seguir rigorosamente o isolamento.
Para a infectologista Martina Zanotti, a quantidade de pessoas cumprindo rigorosamente o isolamento é muito baixa. Ela pontuou que o número de casos aumentou após feriados, em que as pessoas relaxaram e se aglomeraram mais em praias, por exemplo.
“Não é momento de relaxar, até que a gente tenha uma vacina eficaz e amplamente distribuída. Para podermos conter a disseminação desse vírus, é importante mantermos esses hábitos de isolamento”, recomendou.
A infectologista Rubia Miossi afirmou que os dados da pesquisa são um reflexo da realidade capixaba e a ausência do isolamento influencia no aumento de casos.
Até esta terça (1º), quase 192 mil pessoas no Estado estavam contaminadas com a Covid-19 e 117 mil indivíduos apresentaram algum sintoma de síndrome gripal, como perda de cheiro ou sabor, febre, tosse, dificuldade de respirar ou dor no peito.
“Quanto menos isolamento social, maior a taxa de transmissão e maior o número de casos”, afirmou a médica.
Outro dado que saiu na Pnad Covid-19 Mensal foi que quase todos os domicílios do Estado possuíam sabão ou detergente (99,7%), máscara (99,4%) e álcool 70% (97,1%).
Apesar disso, Rubia pontuou que é preciso usar os itens. “As pessoas estão conscientizadas de que esse material precisa ser utilizado, então, elas adquirem. Agora, o fato de elas terem, não quer dizer que usem”, disse.
