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Pedido para que polícia aborde moradores de rua

Os números corroboram o que os olhos veem: 130 moradores em situação de rua transitam por Vila Velha, outros 100 na Serra, fora os 280 em Vitória e ...

Moradores de rua em praça de Jardim da Penha, Vitória: prefeitura diz que há ações para atender estes grupos

Última atualização

Moradores de rua em praça de Jardim da Penha, Vitória: prefeitura diz que há ações para atender estes grupos (Foto: Leone Iglesias/AT)

Os números corroboram o que os olhos veem: 130 moradores em situação de rua transitam por Vila Velha, outros 100 na Serra, fora os 280 em Vitória e 168 em Cariacica. Há chances de o montante ser maior, porque esses são os alcançados pelo mapeamento das prefeituras.

Em paralelo, moradores relatam episódios de vandalismo, roubos e constrangimento e, mesmo cientes de que é um problema de saúde, clamam por soluções. Moradores pedem que haja mais abordagens policiais a esses grupos.

Em Jardim da Penha, o presidente da Associação de Moradores, Angelo Delcaro, relata episódios de furto e vandalismo.

“É um erro criminalizar a pobreza, mas alguns se infiltram nos moradores de rua e cometem crimes. Deveria haver uma abordagem mais intensa, porque eles podem ter facas, objetivos cortantes e até mesmo problemas em aberto com a Justiça”, sugere.

No Centro, a concentração maior é nas proximidades da Catedral e nas praças Costa Pereira e Praça Ubaldo Ramalhete. Presidente da Associação de Moradores do bairro, Lino Feletti clama por mais banheiros públicos. “O maior incômodo são as fezes nas ruas”, diz ele.

Em Itapuã, Vila Velha, também há reclamações. “Moradores estão sendo roubados. É preciso haver uma abordagem, além da social, para que verifique se ninguém ali tem mandado em aberto. Mas não só: precisam ser construídos mais albergues para acolhê-los”, diz Toninho Soares, presidente da Associação de Moradores do bairro.

Por lá, diz ele, os moradores se concentram nas praças Don Cavati, Agenor Moreira, na rua São Paulo e próximo aos mercados.

Na Serra, o presidente da Federação das Associações de Moradores da cidade, Jean Cassiano, conta que também há problemas. “Há um sentimento de medo. É preciso investir em abordagens e se dedicar ao histórico deles: por que estão ali? É investir no social”, pede.

A Polícia Militar afirmou que somente em situação de crimes em flagrante, ou fundada suspeita, pode conduzir uma pessoa a unidade de polícia judiciária. Fatos relacionados a moradores de rua continuam sendo uma questão de saúde pública e social, por isso a PM apoia e, caso solicitada, acompanha ações voltadas a esse público.

Tenda do Bem na capital

As gestões atuais, em fim de mandato, garantem que vão continuar neste mês de dezembro com ações para moradores de rua.

A Prefeitura de Vitória disse que a rede de serviços Escola da Vida implantou, em abril, Tendas do Bem em Jardim da Penha e na Enseada do Suá para fazer frente à necessidade de ações emergenciais de alimentação, higienização e prevenção à disseminação da Covid-19”, diz trecho da nota, contando que foram atendidas 254 pessoas, e que também existem os serviços como Hospedagem Noturna e o Consultório de Rua.

Já a Prefeitura da Serra disse que possui cinco abrigos 24 horas.

“No Centro Pop, o atendimento foi ampliado e são oferecidas quatro refeições diárias, kits para higienização, atendimento psicossocial e encaminhamento para testagem em casos suspeitos de Covid-19. A abordagem social atua todos os dias, das 8 às 20h, convencendo a pessoa a sair da situação de rua, sem coerção. São oferecidos serviços como oferta de abrigos e a vagas de emprego”, diz nota.

A Prefeitura de Cariacica informou que abordagens são realizadas diariamente em todos os bairros. E que ainda há uma escala noturna, em feriados e finais de semana.

“No Creas, elas são encaminhadas a serviços de saúde, orientações sobre benefícios sociais, kit de higiene bucal, distribuição de preservativo ou encaminhamento ao abrigo. O município dispõe de um abrigo de acolhimento institucional 24 horas”, completa.

Em Vila Velha, a prefeitura limitou-se a dizer que “continuará mantendo trabalhos de sua atribuição”, diz a nota, que enaltece o trabalho da Assistência Social.


Cenas


Muitos moradores de rua utilizam praças das cidades, como essa em Vitória, para dormir (Foto: Leone Iglesias/AT)Na vila Rubim, em Vitória, há casos de moradores de rua que são usuários de drogas. (Foto: Beto Morais - 17/05/2019)
 

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