
Segundo o homem, a informação foi confirmada pelo porteiro do condomínio onde ele reside com a atual esposa, na Praia do Morro. A ex teria pedido que o porteiro entregasse o objeto ao morador. Assustado, o casal levou a caixa de papelão até o DPJ da cidade.
A principal suspeita era de que dentro da caixa havia uma bomba. “Pode ser uma bomba, droga, dinheiro, ou qualquer outra coisa que não saberíamos explicar. São pessoas do mal que deixaram isso com o porteiro do prédio. Ficamos com medo”, disse o ex-sargento.
A polícia Militar foi acionada para fazer o isolamento de região onde fica localizada a delegacia e o Esquadrão antibomba foi solicitado para detonar a caixa suspeita.
Foram quase duas horas de trabalho por parte dos policiais. “A princípio, quando se trata de uma suspeita de artefato explosivo, precisamos fazer avaliação do material com aparelho de raio-x, para identificar o tipo de produto ou material, para seguir com a destruição ou fazer o recolhimento do material”, explicou o soldado Menezes, técnico de explosivistas do esquadrão antibombas.
Após realizada a detonação, foi identificada que na caixa havia na verdade, um trabalho espiritual. “Não tinha material explosivo, mas o material foi recolhido para análise. Precisamos ver se há material químico ou perigoso que poderia levar risco a vida da vítima”, completa o soldado.
Menezes orienta que em casos como esses, em que há suspeita de material explosivo, é perigoso movimentar o artefato. “Ao encontrar um artefato suspeito, não mexa ou chegue perto. Acione o Ciodes para que o esquadrão seja acionado. Isole o local e evite transitar próximo. O rapaz fez errado de ter mexido para trazer até a delegacia”, afirmou.
