A discussão sobre a compra e distribuição das vacinas contra a covid-19, vacinas estas que ainda estão em estudo, foi um dos temas abordados por Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, durante uma breve visita ao Estado na tarde desta sexta-feira (04). Maia foi recebido pelo Governador do Estado Renato Casagrande e cinco deputado federais, no Palácio Anchieta, em Vitória. Nenhum senador participou do encontro.
O presidente da Câmara chegou ao Estado por volta das 14 horas e seguiu para a sede do Governo do Estado. Em pouco mais de duas horas, deixou o local e conversou com jornalistas. O deputado federal Felipe Rigoni (PSB) e Sérgio Vidigal (PDT) participaram do encontro. Vidigal, no entanto, só fica no mandato até 31 de dezembro, quando deixará o cargo para assumir a Prefeitura da Serra.
Segundo Maia, o encontro foi “uma cortesia” a Casagrande, assim como ele tem feito com outros governadores “com boa relação”. Temas como as reformas tributária e fiscal, regulamentação do Fundeb, Lei Kandir e o julgamento dos royalties do petróleo, este último que afeta diretamente Rio de Janeiro e Espírito Santo, foram alguns dos temas discutidos.
Sobre o combate ao coronavírus, Rodrigo Maia afirmou que o Congresso tem aprovado medidas e discutido soluções com o Governo Federal ouvindo os governadores dos Estados. No entanto, ele enfatizou a necessidade de um discurso mais direto sobre as vacinas, que ainda estão sendo estudadas pelos cientistas.
Para Maia, qualquer vacina aprovada em nível mundial e referendada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa ser comprada e distribuída à população.
“O mais importante é conseguir que as vacinas estejam à disposição para proteger a vida dos brasileiros. Não queremos conflitos. Queremos construir uma solução dialogada com o Governo Federal, os governadores e os secretários de Saúde, que possam chegar a um entendimento”, afirmou o presidente da Câmara, que fez uma análise sobre a gravidade da doença.
“Qualquer vacina aprovada no Mundo e autorizada pela Anvisa tem que ser comprada e distribuída para a sociedade. Estamos vendo que este vírus é perigoso, que as pessoas não sentem nada e, quando sentem, ficam em situação grave. Precisamos da vacina para reestabelecer a normalidade no país”, completou.
