Nos últimos meses, a maior expectativa da população tem sido por uma vacina que previna a Covid-19.
Andar sem máscara, ir a lugares com grande número de pessoas, abraçar e tocar em objetos sem medo de ser contaminado. Há quem ache que tudo isso será possível após a imunização. Mas os médicos afirmam que não.
A higiene e o uso de máscara deverão ser mantidos mesmo com a vacina, eles afirmam. É tanto que o diretor de Emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que “as vacinas não significam zero Covid”.
A infectologista Rubia Miossi diz que até que se consiga um nível alto de proteção, as mesmas regras devem permanecer.
“Ainda não sabemos qual é esse nível, quantos por cento da população imunizada são necessários para que o vírus pare de circular. Esse cálculo ainda está sendo feito. Até alcançar essa porcentagem, teremos que permanecer com as mesmas regras”, frisou.
“A vacina não vai resolver como milagre. Por exemplo, começa a vacinar em março, e pode ir todo mundo para rua aglomerar novamente, não. Não vai dar para fazer isso”, alertou.
De acordo com a médica, a recomendação também vale para quem já teve a doença. “Se não conseguirmos definir que quem já teve a doença possa ter de novo ou não, as medidas continuam valendo. Mas se conseguirmos definir que quem pegou uma vez não pegará novamente, com segurança, isso pode reduzir um pouco as medidas de precaução”.
A pneumologista Ciléa Victoria Martins destaca que, além da máscara, que deve ser usada durante 2021, o distanciamento continuará sendo importante. “Este ano, com a pouca ida às escolas, praticamente as mães não tiveram tantos problemas com relação a sinusites, rinites, infecções bacterianas e outras viroses, porque as crianças ficaram distantes uma das outras”.
Ciléa destaca ainda que o vírus mostrou que, normalmente, não são mantidos bons hábitos de higiene no dia a dia. “Nossa educação nessa área sempre fui muito precária. O povo brasileiro não é educado para isso. Não tem o hábito de tomar um banho antes de se alimentar. Já hoje as pessoas estão mudando esses critérios”.
