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Médico judeu diz que entubou paciente de Covid-19 com tatuagens nazistas

Um médico judeu relatou que em um dos seus plantões na linha de frente da Covid-19, atendeu um paciente com diversas tatuagens nazistas em uma ...

Médico judeu Taylor Nichols relatou experiência de entubar paciente com Covid-19 que tinha o corpo repleto de tatuagens nazistas.

Última atualização

Médico judeu Taylor Nichols relatou experiência de entubar paciente com Covid-19 que tinha o corpo repleto de tatuagens nazistas. (Foto: Reprodução/Twitter)Um médico judeu relatou que em um dos seus plantões na linha de frente da Covid-19, atendeu um paciente com diversas tatuagens nazistas em uma emergência na Califórnia, nos Estados Unidos.

Segundo Taylor Nichols, o paciente chegou de ambulância com muita dificuldade para respirar. Enquanto a roupa dele era trocada por um avental hospitalar, o médico viu que seu corpo era coberto por símbolos nazistas, incluindo uma grande suástica no peito.

“Não me deixe morrer, doutro”, disse o paciente. “Eu garanti a ele que todos nós trabalharíamos duro para cuidar dele e mantê-lo vivo”, disse o médico.

A história foi contada pelo médico no dia 30 de novembro, em postagens no Twitter. O caso viralizou e, até domingo (6), havia sido curtido quase 120 mil vezes. No sábado (5), o médico contou o episódio ao jornal americano Whashington Post.

Taylor Nichols contou que o paciente em questão também foi atendido por um profissional negro e outro asiático. “Todos nós vimos. Os símbolos de ódio em seu corpo manifestavam publicamente e com orgulho seus pontos de vista. Todos nós sabíamos o que ele pensava de nós. O que ele achava sobre nossas vidas. Mas nosso trabalho era valorizar a vida dele”, escreveu.

Apesar de ter recebido oxigênio, o paciente continuava com muita dificuldade para respirar e precisou ser entubado, um procedimento que oferece grande risco de contágio para a equipe médica. Enquanto realizava o procedimento, o médico observava os símbolos nazistas no corpo do paciente e refletia sobre o episódio.

“Me pergunto o que ele poderia pensar de ter um médico judeu cuidando dele. Ou o quanto ele se importaria em salvar minha vida se os papéis estivessem trocados”.

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