
A consequência disso tudo? Investimentos crescentes e municípios gerando cada vez mais emprego e renda.
Não bastasse a região está na área de abrangência da Superintendência para Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), que prevê incentivos fiscais federais para implantação de novos investimentos. A área conta também com a atuação do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que oferece várias linhas de financiamento.
A mesma Linhares do mamão, por exemplo, tem uma diversidade infinita de outras fábricas, dos mais variados produtos e investidores. A WEG, instalada desde 2011 no município, comunicou recentemente a inauguração de sua nova fábrica de motores elétricos por lá.
O projeto, originalmente anunciado em agosto de 2009, contempla investimentos de R$ 186 milhões e geração de mil empregos diretos.
Uma das maiores exportadoras de água do coco do Brasil, a Ducoco, a partir de sua produção em Linhares, transfere seus produtos aos centros de distribuição, que encaminham aos pontos de venda de todo Brasil.
Sem falar em outras gigantes que ocupam a cidade: a D2D Motors, de veículos esportivos; a Brametal, uma das maiores fábricas do mundo de estruturas metálicas para geração e transmissão de energia e telecomunicações; a Randon, maior fabricante de reboques da América Latina; e a Cacique, produtora de café solúvel com negócios em diversos países.
São Mateus também não deixa a desejar, e ganhará um novo porto. Depois de três anos de revisão de projeto, busca por novos investidores e acerto com as documentações, a Petrocity dará início para a instalação do Centro Portuário de São Mateus (CPSM), com um investimento total de R$ 3,1 bilhões.
Entre os parceiros, a Odebrecht, responsável pelas obras, e a Stalker Engenharia, do Paraná. A previsão é de que o complexo seja inaugurado no final de 2021 com geração de mais de 3 mil empregos diretos na operação.
A Oxford Porcelanas, maior fabricante de porcelana e cerâmica da América do Sul, inaugurou sua primeira fábrica fora de Santa Catarina no município, em 2016. Naquele ano, a empresa já tinha gerado cerca de 350 empregos localmente.
E onde tem renda e emprego, tem que ter casa para os trabalhadores morarem com suas famílias. Esse tanto de investimento tem feito outro mercado se expandir na região: o mercado imobiliário.
Junta-se isso a redução das incertezas após a eleição, mais uma nova equipe econômica no Congresso, que sabe das necessidades do País e do potencial do setor imobiliário de criar empregos, e temos aí um resultado final com cara de recomeço para todos.
Há lançamentos de qualidade e com infraestrutura completa previstos para a própria São Mateus e a Ilha de Guriri. O ano de 2019 parece que vai ser melhor para o mercado imobiliário do País e, no Estado, o Norte reforça a sua importância e já vem puxando essa onda.
Gustavo Barbeitos é empresário e engenheiro civil.