A OAB, em conjunto com a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), com a Associação dos Advogados Trabalhistas (Aesat), com a Associação Nacional dos Procuradores Públicos e com movimentos sindicais, realizou uma manifestação contra o fim da Justiça do Trabalho, na tarde desta segunda-feira (21).
De acordo com a vice-presidente da OAB-ES, Anabela Galvão, a intenção do protesto é reforçar a importância da Justiça do Trabalho para a sociedade como um todo. Segundo ela, seria uma perda muito grande para todos os setores.
“A defesa da Justiça do trabalho é de grande importância, seja para a classe empregadora ou a classe trabalhadora, afinal, é uma justiça séria, que mostra resultado e não pode ser extinta de forma alguma, já que ela arrecada até para a União com cobranças de previdência e INSS”, explica a vice-presidente.
Em entrevista ao SBT, dois dias após a posse, o presidente eleito, Jair Messias Bolsonaro afirmou que estudava acabar com a Justiça do Trabalho, porque, de acordo com ele, nenhum outro país no mundo tem uma justiça voltada para essa área.
“Tem que ter justiça comum. Até um ano e meio atrás, no Brasil, era em torno de 4 milhões de ações trabalhistas, ninguém aguenta isso. Nós temos mais ações trabalhistas que o mundo todo junto, então algo está errado. É o excesso de proteção”, disse o presidente.
Questionada sobre esse excesso de proteção do trabalhador, mencionada pelo presidente eleito, Anabela Galvão explicou. “Essa declaração não é verdadeira, porque existem as outras instâncias, como o Tribunal Superior do Trabalho. Até para o bom empregador, essa justiça é importante, porque ela vai trazer um retorno necessário à aplicação das leis”.
De acordo com a OAB-ES, mais de 400 pessoas caminharam do Centro de Vitória até o Fórum Trabalhista contra a declaração de Jair Bolsonaro. Um grande ato nacional está previsto para o dia 5 de fevereiro, em Brasília.
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