O presidente Jair Bolsonaro usou as redes sociais para criticar a “saidinha do Dia dos Pais” do bacharel em direito Alexandre Nardoni, 41, condenado a mais de 30 anos de prisão pelo assassinato da filha, Isabella Nardoni, 5, em março de 2008. Como está no regime semiaberto (este é o primeiro ano), Nardoni poderá deixar a prisão e retornar no fim da tarde de domingo (11).
No Twitter, Bolsonaro classificou a saidinha como “lamentável” e uma “ofensa contra todos os brasileiros”.
- O caso Isabella, ocorrido em 2008, repercutiu em todo o Brasil. A criança de 5 anos foi jogada pela janela de seu apartamento. Hoje o pai, condenado pelo assassinato, é beneficiado pela saída temporária de dia dos pais. Uma grave ofensa contra todos os brasileiros. Lamentável!
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro)
Além de deixar a prisão até domingo, Nardoni poderá volta a encontrar a mulher, Anna Carolina Jatobá, 35, fora da prisão. Alexandre e Anna sustentam a versão de inocência até hoje.
A Secretaria da Administração Penitenciária não deu detalhes da saída de ambos, por questões de segurança, mas ambos devem ficar soltos até o final da tarde de domingo (11), quando cada um volta para sua unidade prisional -distantes cerca de dez quilômetros uma da outra.
Por lei, os presos do regime semiaberto têm direito de solicitar cinco saídas temporárias por ano, em datas comemorativas como Dia dos Pais, Dias das Mães e festa de final de ano.
Segundo funcionários do sistema prisional ouvidos pela Folha, Alexandre e Anna mantêm por uma década uma rotina de troca de cartas. Cerca de 300 mensagens são trocadas por eles por ano.
Essa não é a primeira vez que Alexandre e a mulher se encontram. Como está no semiaberto desde 2017, e já deixou a prisão em outras oportunidades, Anna aproveitou essas oportunidades para visitar o marido na prisão.
Ela chegou a visitar com filhos um shopping da capital, sem ser reconhecida por ninguém, mas, segundo os familiares, teve crise de ansiedade e precisou voltar para casa minutos depois.
Neste final de semana, Alexandre, Anna e os filhos foram para um lugar reservado, que a família mantém em sigilo (mas informado à Justiça).
Na época do crime, um filho do casal tinha 3 anos e, outro, 11 meses. Hoje adolescentes, eles também acreditam na inocência de ambos, dizem familiares.
