O governo federal e empresários já estão se preparando e vão anunciar, nos próximos dias, os detalhes da primeira semana nacional de liquidação do Brasil. O evento, que promete ser o maior do País, está previsto para os dias 6 a 15 de setembro e visa a impulsionar o consumo.
A ideia é que o governo abra mão de alguns impostos, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), para que essa liquidação aconteça.

O diretor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), José Carlos Bergamin, disse que a “semana” deve se firmar como uma data muito relevante para o desempenho do varejo nacional e tende a ser o maior evento organizado de liquidação do Brasil.
“As indústrias estão oferecendo lotes de produtos com preços especiais e o comércio está fazendo um esforço para criar mais facilidades. O papel do governo ainda está sendo discutido, mas ele deve entrar com apoio mais institucional e publicidade, já que a situação não está favorável para abrir mão de impostos”, explicou.
Ele acrescentou que, geralmente, em setembro, as compras do varejo caem muito.
“Com a liberação do saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e perspectivas de reformas, há mais segurança para os consumidores, que estarão mais dispostos a comprar diante de uma boa oferta de produto, com bons preços e condições facilitadas de pagamento”.
Embora tenha havido a liberação dos saques do FGTS, que segue cronograma, o economista Eduardo Araujo lembrou que muitas famílias estão inadimplentes, endividadas, e muita gente desempregada, ou sem perspectivas claras em relação ao futuro.
“O evento pode criar um efeito pontual e momentâneo que, se combinado com outras mudanças que o governo vem fazendo, favorecerá o consumo”.
A iniciativa é fruto de um movimento de empresários que buscaram o governo com o objetivo de propor ações para melhorar o ambiente socioeconômico brasileiro