- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Política

Governo diz que 6 Estados pediram ação das Forças Armadas no combate a queimadas

O governo federal informou, neste sábado (25), que seis Estados da Amazônia já formalizaram pedido de ação das Forças Armadas no combate às queimadas ...

Imagem de incêndio em floresta foi compartilhada por famosos

Última atualização

O governo federal informou, neste sábado (25), que seis Estados da Amazônia já formalizaram pedido de ação das Forças Armadas no combate às queimadas na região: Rondônia, Roraima, Pará, Tocantins, Acre e Mato Grosso.

No primeiro momento em que a informação foi passada, em uma entrevista dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quatro Estados haviam confirmado o pedido.

Mais tarde, o governo anunciou também as solicitações do Acre e do Mato Grosso da atuação das Forças Armadas por meio da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) decretada na sexta-feira, 23, pelo presidente Jair Bolsonaro.

O emprego da GLO será para ações preventivas e repressivas contra ilícitos ambientais e levantamento e combate a focos do incêndio. 

Segundo Azevedo e Silva, Mato Grosso e Acre também já estão em contato com o governo para aderir à GLO. “É importante a adesão dos governos estaduais porque se não ficaremos restritos às áreas federais e reservas indígenas. Temos certeza que todos assinarão.” 

O ministro explicou que, do quadro de 44 mil homens das Forças Armadas atualmente na Região Norte, a quantidade que vai atuar dependerá da demanda de cada Estado. Inicialmente, 700 homens que já atuavam em Rondônia serão empregados para atuar no Estado O principal reforço de outras regiões do País é o de aviões e helicópteros, que poderão ser utilizados em diversas áreas na Amazônia Legal.

“O efetivo é por demanda. Qual é a missão e a delimitação da área? Nossa missão é usar o efetivo mais próximo, se a primeira missão é em Porto Velho. Vamos fazer concentração estratégica vindo de outras áreas da região amazônica, e o deslocamento de outras regiões vai ser de meios aéreos para o emprego na região”, afirmou Fernando Azevedo e Silva.

Tanto o ministro da Defesa quanto o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmaram que a reação do governo federal foi rápida diante das notícias de aumento nos focos de incêndio.

Segundo Salles, o problema que deu ensejo para utilização da GLO e toda essa estrutura iniciou há 20 ou 30 dias. “Portanto, não há demora”. “O governo precisa montar ações e uma resposta de acordo com as necessidades. A resposta está sendo estruturada e acredito que vai ser bastante frutífera”, disse.

Salles afirmou também que a estrutura do governo para contenção de incêndio, por parte do ICMBio e do Ibama, já estava disponível desde antes, tanto de aeronaves quanto de brigadistas “Semana passada na Chapada de Guimarães foram 90 brigadistas, 20 bombeiros, aeronave, tudo isso já estava disponível. O que houve agora foi a GLO. Foi absolutamente correta a resposta do governo”, disse.

O emprego da GLO para questões ambientais é inédito e demonstra o compromisso do governo Bolsonaro, afirmou o ministro da Defesa “A agilidade do governo faz que já tenhamos gente lá. Já estamos com uma série de ações sendo feitas pelos órgãos competentes. E as Forças Armadas não são o órgão competente nisso aí, são no momento de emergência aproveitando a capilaridade nossa”, disse.

Repercussão mundial

A ajuda oferecida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não tem contornos definidos, segundo Azevedo Silva. Segundo ele, ainda não se sabe qual será o apoio concreto. O ministro destacou que outros países também se ofereceram a ajudar, como Chile e Equador. “Qualquer ajuda é bem-vinda.”

Após críticas da comunidade internacional, especialmente do presidente da França, Emmanuel Macron, o ministro do Meio Ambiente minimizou afirmações de que o acordo do Mercosul pode não ser ratificado pela União Europeia.

“Nós entendemos que todo acordo comercial envolve negociações e desdobramentos”, disse. “Celebramos ontem mais um acordo comercial internacional com países da Europa”, citou.

Reforço de aeronaves

As operações de combate ao fogo na Amazônia vão contar com o envio de seis aeronaves e um helicóptero para a região, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, tenente-brigadeiro do Ar Raul Botelho, designado para coordenar as operações de GLO na prevenção e repressão de crimes ambientas na Amazônia Legal.

As operações, segundo ele, já contam com duas aeronaves Hércules C-130 enviadas a Porto Velho, com capacidade de 12 mil litros de água, e uma hora e meia de atuação. E também a 17ª brigada de infantaria já está atuando no local.

Neste sábado, adicionalmente, estão sendo deslocados quatro aeronaves Air Tractor do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), de Formosa a Porto Velho, para emprego no lançamento de água, bem como um helicóptero do Ibama de Cuiabá a Porto Velho. Além disso, foram enviados 30 bombeiros da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Estamos fazendo uma ação concentrada para atender a uma grande demanda sobre as queimadas”, disse.

Um outro reforço que está sendo enviado ao Norte do país – 18 integrantes da equipe de comunicação social da Força Aérea Brasileira -, não é para combater as queimadas, e sim uma suposta desinformação sobre elas, citada pelo ministro do Meio Ambiente. Ricardo Salles. Segundo ele, é preciso “promover a informação em um cenário em que há desinformação”.

O chefe do Estado-Maior conjunto das Forças Armadas, o ministro do Meio Ambiente e também o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, apontaram como fundamental a atuação dos Estados no combate e prevenção a crimes ambientais e para conter os incêndios.

“É importante a adesão dos governos estaduais porque se não ficaremos restritos às áreas federais e reservas indígenas. Temos certeza que todos os Estados vão assinar a GLO”, disse Azevedo e Silva.

O Centro de Operações Conjuntas coordenará comunicação social, inteligência, operações logística e comando e controle.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.