
O “Foguete”, que compete pelo Pinheiros, fez a final em incríveis 9s90, abaixo do recorde brasileiro — Robson Caetano cravou 10s00 em 1988 e era, até esta quinta-feira, o homem mais rápido da história do País.
O recorde de Paulo André, entretanto, não pode ser homologado porque, no momento da prova, a velocidade do vento em Bragança Paulista (SP) era de 3,2 m/s (11,52 km/h), 1,2 m/s (4,32 km/h) acima do limite permitido.
Dessa forma, o tempo impressionante do campeão serviu para que ele conquistasse o tricampeonato do Troféu Brasil de Atletismo. E também para provar que o recorde está cada vez mais próximo de ser oficialmente batido pelo “Bolt de Vila Velha”.
“Veio aquela frustração (pelo vento), mas estou muito contente pelo peso daquela marca que saiu. Eu e meu pai (Carlos Camilo, treinador dele) sabíamos que a gente tinha essa marca na perna”, comemorou o “Foguete”, lembrando que correr abaixo dos 10s00 é a sua grande meta.
A medalha de prata ficou com o paulista Derick de Souza Silva, também atleta do Pinheiros, que fez 10s10. O bronze foi para o paulista Vitor Hugo Silva, do Orcampi Unimed, com 10s12.
O próximo desafio de Paulo André será no Mundial de Atletismo, entre os dias 27 de setembro e 6 de outubro, em Doha, no Catar.