Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) detectou chocantes 1 milhão de fraudes contra o Tesouro Nacional, por meio de pagamentos ilegais de aposentadorias, Bolsa Família, seguros-desemprego e outros benefícios obtidos fraudulentamente. É uma espécie de quadrilhão de 1 milhão de brasileiros que recebem benefícios do INSS acima do teto, sócios de empresas ricas roubando Bolsa Família, paga a pessoas com renda superior à permitida e até seguro desemprego pago a mortos.
“Foi estresse. Um estresse ambiental, vamos dizer”
Ministro Fernando Azevedo e Silva (Defesa), sobre a hospitalização do colega Ricardo Salles (Meio Ambiente)
Coletivo de corruptos
O relatório aponta 660 mil benefícios suspeitos com número de registro inválido ou ausente, além de indícios de pagamentos acima do teto.
Cúmulo do acúmulo
Cerca de 34 mil benefícios possuem indícios de acumulação ilegal e outros 25 mil têm “erros graves” como números de registro idênticos.
Desemprego de araque
Apenas com seguros-desemprego para quem já arrumou trabalho, os pagamentos irregulares em 2018 chegaram a R$ 89,8 milhões.
Até lá, roubo continua
O paciente TCU deu prazo de 2 meses a 1 ano para o INSS mostrar como fará para solucionar as múltiplas fraudes detectadas na auditoria.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal nem mesmo discutiu as provas dos crimes de corrupção que condenaram Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil.
Mesmo sob risco de abrir as portas da cadeia para ladrões indiscutíveis, a Segunda Turma se apegou a tecnicalidades processuais para anular o processo e devolvê-lo à estaca zero. E deu grande alento à velha impunidade.
Seguindo o script
Horas depois da decisão que livrou o “bode na sala” Bendine, com insultos à força-tarefa da Lava a Jato, Lula já apresentava seu recurso.
Parece tudo armado
Agora faz sentido o aviso categórico de Paulo Okamoto a petistas, em intrigante visita a Brasília, sexta (23): “Lula será solto em dois meses”.
Jucá deu o caminho
Em gravação de 2016, o ex-senador Romero Jucá apontou “grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo”, para anular a Lava a Jato.
Nome já tem
Caso o Presidente substitua mesmo o diretor-geral da Polícia Federal, o escolhido para o cargo deve ser o delegado federal Anderson Gustavo Gomes, atual secretário de Segurança Pública do governo Ibaneis Rocha, no DF. Bolsonaro gosta de Anderson e confia nele.
Recuando 13 casas
Ainda ontem, o ministro Edson Fachin (STF) já mandou reabrir o prazo à defesa de Lula para apresentar suas alegações finais no caso da documentadíssima propina de R$ 12,5 milhões para Lula.
Ele tem a força
Como sempre, mais um recurso de Lula vai tramitar na velocidade da luz. Diferentemente de todos os demais réus da Lava a Jato. E dos cerca 3.500 que estão na fila do Supremo Tribunal Federal.
Chance à História
A reabertura do caso da bomba do Riocentro, apesar da Lei da Anistia e das penas prescritas, vai reabrir feridas, 38 anos depois. Mas vai dar também chance à História de confirmar e até afastar velhas suspeitas.
Jogando a toalha
Ao declarar moratória, Maurício Macri poderia até desistir da reeleição e entregar o cargo à turma de Cristina Kirchner, que levou a Argentina ao fundo do poço. Será humilhado nas urnas.
Bandeiras têm donos?
Autor da proposta que prevê índios explorando comercialmente suas terras, o deputado Vicentinho Junior (PL-TO) ironizou políticos de esquerda que, por manterem “índios guardados em apartamento”, para usar em manifestações, eles se acham donos das causas indígenas.

A histeria em massa relativa a incêndios na Amazônia serviram para tirar a ex-ministra e ex-senadora Marina Silva da hibernação. A maioria dos brasileiros só esperava vê-la novamente nas eleições de 2022.
Falta criatividade
A estratégia de “autorreforma” do PSB pode vir a produzir resultados, mas a apresentação hoje, em Brasília, contará com um show de clichês como “Socialismo Criativo” e desafios da “Quarta Revolução Industrial”.
Pensando bem…
…onde passa um Bendine passam Lula lá e também os 40 ladrões.

Parente e parceiro
O deputado Manuel Gilberto fazia oposição sem tréguas ao governador Moura Cavalcanti (“no Nordeste, quem não é Cavalcanti é cavalgado”, dizia), em Pernambuco, e sempre dava um jeito de mostrar intimidade com a obra de Eça de Queiroz. Certa vez, ao responder a aparte do colega Maviel Cavalcanti, primo do governador, ele ironizou: “Vossa Excelência tem mesmo que defender esse governo, porque, tal qual um personagem de Eça, o deputado é parente, patrício e parceiro.”