A falta de sono e a ansiedade infantil já são consideradas por especialistas como alguns dos principais problemas que afetam as crianças.

Temas como esses serão tratados no V Congresso Internacional e XXV Brasileiro da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil e Profissões Afins (Abenepi), que começa hoje no Centro de Convenções de Vitória, no bairro Santa Lúcia.
“Criança que dorme mal tem tendência a ser mais irritada, ter menos concentração e, consequentemente, queda no rendimento escolar. Além disso, tem chances maiores de sofrer alteração no ritmo de crescimento e desenvolver obesidade”, observou a psiquiatra infantil Fernanda Mappa.
A psiquiatra explicou que a quantidade de sono ideal varia de acordo com a faixa etária e que, na primeira infância, até por volta dos 5 anos, são necessárias de 10 a 12 horas de sono por noite. Ela diz que os pais devem criar um ritual para ajudar no sono das crianças, como banho ou massagem.
A neurologista infantil Francini Sepulcri ressaltou que o uso excessivo de eletrônicos influencia a higiene de sono adequada. “Estes estímulos inadequados de eletrônicos alteram a latência e a qualidade do sono”.
Já a prática de atividades físicas aumenta a temperatura corporal, ajudando na qualidade do sono, frisou a médica.
O neurologista infantil Thiago Gusmão destacou que, entre os sintomas apresentados pelas crianças com intoxicação digital, além da falta de sono e ansiedade, estão hiperatividade, desatenção e até agressividade.
Ele ressaltou que alguns cuidados são recomendados para evitar a exposição às telas, para não provocar distúrbios.
Outro dado que tem chamado a atenção do neurologista são os casos de depressão infantil. “A exposição às tecnologias tem levado algumas crianças a terem a doença”, relatou.