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Competindo com eficiência

O Espírito Santo é o maior produtor mundial de pelotas de minério de ferro e o terceiro maior produtor de aço do Brasil, sendo que, juntos, os dois ...

Luiz Felipe Ferreira Vassalo é executivo da Câmara Setorial da Indústria de Base e Construção da Findes

Última atualização

O Espírito Santo é o maior produtor mundial de pelotas de minério de ferro e o terceiro maior produtor de aço do Brasil, sendo que, juntos, os dois setores representam mais de 20% do PIB estadual, gerando mais de 20 mil empregos diretos e indiretos.

As empresas Vale e ArcelorMittal Tubarão, responsáveis por essas produções, são referência no mercado mundial, em função da qualidade dos produtos, produtividade e prazos, exportando para os diferentes continentes e também atendendo ao mercado interno.

Visando manter a competitividade, num ambiente de negócios exigente e inovador, essas empresas têm investido em conhecimento, tecnologia, pessoas e equipamentos, atendendo clientes de diversos setores, como o automobilístico, naval, metalmecânico, equipamentos, eletrodomésticos, eletrônicos, entre outros.

No período de 2019 a 2023, Vale e ArcelorMittal investirão mais de R$ 6 bilhões. Esses investimentos incluem equipamentos novos, melhorias operacionais e instalações ambientais para atendimento aos Termos de Compromisso Ambiental assinados por ambas com o governo estadual, Ministério Público Estadual e Federal e Iema (Instituto Estadual de Meio Ambiente).

Dentro desse contexto, a indústria de base do Estado, constituída por empresas de fabricação de equipamentos, estruturas metálicas, caldeiraria, usinagem, construção civil, engenharia e gerenciamento de projetos, logística e afins, associados ao Sindifer, Sinduscon, Sindicopes e Cdmec, estão atuando para participarem ativamente dos investimentos previstos pela Vale e ArcelorMittal Tubarão, tendo como meta de conteúdo local 61%.

Ou seja, as empresas do Estado deverão fornecer cerca de R$ 3,7 bilhões em bens e serviços, gerando aproximadamente 4 mil empregos.

As empresas locais, com base nas parcerias realizadas com detentores de tecnologias e nas oportunidades dadas pelos investidores, contribuíram efetivamente para a melhoria da competitividade das grandes empresas instaladas no Estado, constituindo uma cadeia de abastecimento reconhecida no País.

Esses fornecedores trabalham em todo território nacional, tendo mais de 60% de seus faturamentos fora do Estado.

Essa evolução foi possível devido ao trabalho realizado pelas entidades de classe, instituições de ensino e os programas PDF e Prodfor, liderados pela Findes, que abriram mercado e capacitaram e certificaram os fornecedores, além de eventos como a MecShow e Expoconstruções, que ocorrem todos anos e incentivam a troca de informações e conhecimentos de novas tecnologias e equipamentos.

Deve-se ressaltar que a participação local nesses empreendimentos vai permitir a absorção de tecnologias, destacando, na ArcelorMittal Tubarão, a nova coqueria e unidade de dessanilização, primeira a ser implantada numa unidade industrial no Brasil.

Na Vale, teremos a utilização de materiais especiais e soluções inovadoras para cobrir as correias transportadoras e pátios.

Esses projetos, também, impactaram diversos setores da economia, como transporte, hotelaria, uniforme, móveis e materiais de construção.

O jogo não está ganho. É de fundamental importância ser participativo, dinâmico, inovador e competitivo, para que se consolidem parcerias duradouras e benéficas para todas as partes envolvidas. 

Luiz Felipe Ferreira Vassalo é executivo da Câmara Setorial da Indústria de Base e Construção da Findes.

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